Azul (AZUL53) aprova emissão de bônus de subscrição, mirando American e United Airlines e prevendo diluição de até 12,53% para acionistas.
O conselho de administração da Azul (AZUL53) deu um passo significativo em seu plano para sair da recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecida como Chapter 11. A companhia aprovou a emissão de bônus de subscrição que serão ofertados a parceiras estratégicas como a American Airlines e a United Airlines, além de credores quirografários.
Este movimento, conforme fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19), representa uma nova etapa na reestruturação financeira da empresa. A emissão de bônus visa fortalecer a posição da Azul e facilitar sua saída do processo de recuperação judicial americano, um objetivo crucial para a companhia.
No entanto, a emissão desses bônus traz consigo a perspectiva de diluição para os acionistas atuais. A Azul detalhou as condições e os direitos de preferência, mas a não subscrição por parte dos acionistas elegíveis pode resultar em uma diminuição proporcional de suas participações na empresa. As informações foram divulgadas pela própria Azul.
Detalhes da Emissão de Bônus e Direitos dos Acionistas
Se os bônus forem exercidos, a **American Airlines** terá o direito de subscrever até 4.862.260.835.197 ações ordinárias da Azul. Já os credores quirografários poderão subscrever até 1.231.164.424.677 ações ordinárias, através de seus respectivos bônus de subscrição.
Adicionalmente, bônus de subscrição serão alienados à **United Airlines** e a outros credores, conferindo o direito de subscrever até 1.215.565.208.799 ações ordinárias. A Azul ressalta que os acionistas terão o direito de preferência na subscrição dos bônus, na proporção de sua participação no capital social da companhia.
A data de corte para identificar os acionistas elegíveis aos direitos de preferência será 20 de fevereiro de 2026. O período para o exercício desses direitos se estenderá por 30 dias corridos, a partir de 23 de fevereiro de 2026. A companhia informou que a quantidade de bônus a ser subscrita por cada acionista, em caso de exercício do direito de preferência, deverá corresponder a um número inteiro.
Potencial de Diluição e Aprovação Regulatória
A Azul estima que, caso os bônus de subscrição sejam integralmente exercidos e os acionistas elegíveis não exerçam seus direitos de preferência, a **diluição potencial máxima para os acionistas** que não participarem poderá atingir aproximadamente **12,53%**. Este percentual destaca a importância da decisão dos acionistas em relação aos seus direitos.
É fundamental notar que o exercício dos bônus está condicionado a certas condições precedentes. Entre elas, destaca-se a necessidade de aprovação prévia pelo **Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)**, órgão responsável por analisar a concentração de mercado e a concorrência.
Comitê Estratégico da Azul é Formado
Em outro comunicado, a Azul informou a aprovação da eleição dos membros de seu **Comitê Estratégico**. O comitê será composto por Jonathan Seth Zinman, James Jason Grant, Patrick Wayne Quayle, John S. Slattery e John Peter Rodgerson, com Jeff Ogar como suplente de Rodgerson.
A posse efetiva dos membros do Comitê Estratégico está atrelada à conclusão do processo de reestruturação da companhia sob o Plano do Chapter 11. A nomeação e posse de Jeff Ogar como suplente também dependem de aprovações adicionais, incluindo a do Cade, conforme os termos do plano de recuperação e documentação relacionada.

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