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Brasil e Índia Assinam Acordo Histórico de Mineração para Impulsionar Comércio a US$ 30 Bilhões e Fortalecer Parceria Estratégica

Brasil e Índia unem forças na mineração com acordo estratégico para impulsionar comércio bilateral e suprir demanda por aço.

O Brasil e a Índia deram um passo significativo para aprofundar suas relações comerciais e estratégicas com a assinatura de um **pacto para expandir a cooperação em mineração e minerais**. O acordo, selado em Nova Delhi, tem como objetivo principal atender à crescente demanda indiana por aço e fortalecer a posição de ambos os países em um cenário global de corrida por matérias-primas essenciais.

A cerimônia contou com a presença ilustre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, reforçando a importância diplomática e econômica do encontro. Este alinhamento estratégico promete não apenas impulsionar o comércio, mas também consolidar a parceria em áreas de interesse mútuo.

A expectativa é que os esforços conjuntos contribuam para **elevar o comércio bilateral a patamares ambiciosos**, revisando metas anteriores e abrindo novas avenidas de colaboração. A informação foi divulgada pelo governo indiano, destacando o potencial transformador do acordo para os setores de mineração e siderurgia de ambas as nações.

Brasil se posiciona como parceiro chave para o setor siderúrgico indiano

O Brasil, reconhecido mundialmente como um dos maiores produtores de minério de ferro e detentor de vastas reservas de minerais cruciais para a produção de aço, surge como um **aliado estratégico para a Índia**. A cooperação mais estreita visa garantir o acesso indiano a matérias-primas de qualidade e tecnologias avançadas, fundamentais para sustentar o crescimento a longo prazo de seu setor siderúrgico.

O comunicado do governo indiano detalha que a colaboração abrangerá a atração de investimentos em exploração, mineração e infraestrutura. A Índia, com uma capacidade de produção de aço de 218 milhões de toneladas métricas, está em processo de expansão para suprir a demanda interna aquecida pelo desenvolvimento de infraestrutura e pela industrialização acelerada.

Meta ambiciosa de comércio bilateral elevada para US$ 30 bilhões

Em declaração à imprensa, o presidente Lula expressou otimismo quanto ao potencial do acordo, afirmando que os esforços conjuntos visam alcançar a meta de **elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030**, um objetivo acordado com o primeiro-ministro Modi no ano passado. O líder brasileiro sugeriu, inclusive, a possibilidade de **revisar a meta para US$ 30 bilhões** devido ao rápido avanço nas negociações.

O primeiro-ministro Modi também se mostrou entusiasmado com o futuro da parceria, mencionando em reunião com a delegação brasileira que as conversas focaram em maneiras de **aprofundar a parceria comercial entre Índia e Brasil**. Ele declarou o compromisso de levar o comércio bilateral “muito além de US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos”.

Parceria estratégica expande para além da mineração

O comércio bilateral entre Brasil e Índia atualmente gira em torno de **US$ 15 bilhões**, e o novo acordo promete impulsionar significativamente este número. Além da mineração, Modi ressaltou que as nações trabalharão em estreita colaboração em áreas como **tecnologia, inovação, infraestrutura pública digital, inteligência artificial e semicondutores**.

Brasil e Índia mantêm uma parceria estratégica desde 2006, com cooperação consolidada em diversos setores, incluindo comércio, defesa, energia, agricultura, saúde, minerais críticos, tecnologia e infraestrutura digital. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina e Caribe, demonstrando a relevância desta relação bilateral.

Brasil defende transações comerciais em moedas locais

Em um movimento paralelo, o presidente Lula defendeu a realização de transações comerciais entre Brasil e Índia em suas próprias moedas, em detrimento do uso do dólar. Essa iniciativa, embora não relacionada à criação de uma moeda comum para o BRICS, grupo do qual ambos os países fazem parte, sinaliza um desejo de maior autonomia nas relações financeiras internacionais.

A colaboração em questões globais, como a reforma da ONU, as mudanças climáticas e o combate ao terrorismo, também reforça o status de ambos como parceiros estratégicos em diversas frentes. O novo acordo de mineração, portanto, representa mais um pilar para o fortalecimento desta relação multifacetada.

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