Alckmin avalia que fim de tarifas nos EUA é positivo para o Brasil e garante competitividade em exportações
O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, celebrou a decisão da Suprema Corte americana de derrubar tarifas de importação, considerando-a um avanço significativo para o Brasil.
“Como a alíquota agora é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade”, declarou Alckmin a jornalistas em Aparecida do Norte, São Paulo, neste domingo (22).
A medida, segundo o vice-presidente, encerra a desvantagem brasileira frente a outros países e, em alguns casos, zerou impostos para produtos nacionais. Conforme informação divulgada pelo próprio vice-presidente, setores como combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica serão diretamente beneficiados.
Queda de impostos impulsiona setores estratégicos brasileiros
Um dos exemplos mais expressivos citados por Alckmin é o setor de aeronaves e peças, onde a alíquota de 10% foi reduzida a zero. Ele ressaltou a importância vital do comércio exterior para essa indústria, destacando que a **competitividade dos produtos brasileiros tende a aumentar consideravelmente**.
“Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Se você olha Embraer, não tem como ter uma fábrica de avião para vender só para o mercado interno”, exemplificou Alckmin, comparando com a tarifa média de 2,7% que o Brasil pratica sobre produtos americanos.
Sem desvantagem em tarifas de aço, alumínio e cobre
Em relação às restrições impostas anteriormente por Donald Trump, como as tarifas sobre aço, alumínio e cobre no âmbito da Seção 232, Alckmin ponderou que a nova regra vale para todos os países. Isso significa que o Brasil **não se encontra em desvantagem competitiva** em comparação com outras nações.
A futura viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos em março é vista como uma oportunidade crucial para novas negociações comerciais. Alckmin enfatizou que há um espaço considerável para discutir questões não tarifárias, reforçando a importância dos EUA como comprador de produtos industriais brasileiros.
Brasil atinge recorde de exportações e avança em acordos internacionais
Alckmin também destacou que o Brasil alcançou um **recorde histórico de exportações em 2025**, superando US$ 348 bilhões, mesmo diante das tarifas impostas por Trump. Esse feito foi atribuído à **diversificação de mercados** para os produtos brasileiros.
Olhando para o futuro, o vice-presidente mencionou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que deve ser votado em comissão da Câmara nesta terça-feira (24). Ele descreveu o acordo como o **maior do mundo entre blocos**, abrangendo um mercado de mais de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas.
Alckmin evita especulações sobre candidatura em São Paulo
Em outra frente, Alckmin foi evasivo ao ser questionado sobre uma possível candidatura a cargos em São Paulo neste ano. “Cada coisa virá a seu tempo”, afirmou, demonstrando foco nas atuais responsabilidades ministeriais. A articulação política para as eleições em São Paulo continua em andamento, com o vice-presidente sendo um dos nomes considerados para enfrentar o atual governador.

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