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Governo Suspende Privatização de Hidrovias na Amazônia Após Protestos Indígenas e Ocupação em Santarém

Governo suspende plano de privatizar hidrovias na Amazônia após protestos indígenas e ocupação em Santarém

O governo federal anunciou a suspensão do decreto que previa a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização. A decisão surge após um mês de intensos protestos por parte de comunidades indígenas, que chegaram a ocupar instalações da empresa Cargill em Santarém, no Pará.

A medida atende às reivindicações dos povos originários, que expressaram preocupação com os possíveis efeitos negativos das privatizações em suas comunidades, bem como nas populações quilombolas e ribeirinhas da região amazônica. As manifestações ocorreram ao longo de mais de 30 dias.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, confirmou a decisão após uma reunião com lideranças indígenas na tarde de segunda-feira (23). A notícia foi recebida com comemoração pelos grupos que participaram das ocupações em Santarém, conforme relatos de testemunhas.

Contexto da Privatização e Reação das Comunidades

As três importantes hidrovias da Amazônia, a saber, **Madeira, Tocantins e Tapajós**, haviam sido incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND) em agosto de 2025. O objetivo inicial era realizar estudos para avaliar a viabilidade de sua futura privatização, o que gerou forte reação das comunidades locais.

Lideranças indígenas argumentam que a **privatização de hidrovias** pode comprometer o acesso a recursos naturais essenciais para a sobrevivência de seus povos e gerar impactos ambientais irreversíveis na **Amazônia**. A ocupação em Santarém foi um dos atos mais visíveis de protesto.

Diálogo e Consequências da Decisão

A suspensão do decreto demonstra a disposição do governo em dialogar com os povos indígenas e outras comunidades afetadas. O ministro Boulos destacou que a manifestação com mais de 30 dias foi crucial para a reversão da decisão inicial.

A comemoração dos grupos que ocuparam o terminal da Cargill em Santarém evidencia a importância da vitória para as comunidades. A expectativa agora é de que os estudos sobre as hidrovias sejam reavaliados com maior atenção às preocupações socioambientais.

Próximos Passos e o Futuro das Hidrovias Amazônicas

A decisão de suspender a inclusão das hidrovias no PND abre um novo capítulo para a gestão desses importantes corredores de transporte na Amazônia. O governo deverá promover um debate mais amplo e inclusivo sobre o futuro dessas vias.

A articulação entre o governo federal e as lideranças indígenas resultou em um importante avanço na proteção dos direitos dessas comunidades e na preservação do meio ambiente. A **Amazônia** e seus povos ganham um fôlego com essa decisão.

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