Alckmin prevê corte na Selic e anuncia medidas para indústria
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, expressou nesta segunda-feira, 23, um forte otimismo em relação ao futuro da taxa básica de juros, a Selic. Segundo ele, o governo acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará o ciclo de redução dos juros já na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março.
A declaração foi feita durante um encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Alckmin destacou que a expectativa de corte na Selic é baseada em fatores econômicos positivos que têm se consolidado no cenário nacional. A fala do vice-presidente reforça o sentimento de que o país pode estar entrando em uma nova fase econômica.
Essa confiança na queda dos juros, conforme Alckmin, se fundamenta em dois pilares importantes: a valorização da moeda brasileira, o real, frente a outras moedas internacionais, e a **desinflação observada nos preços dos alimentos**, um item de peso no orçamento das famílias. A própria sinalização do Copom já indicava essa possibilidade de corte, mas a confirmação verbal do ministro traz um novo fôlego.
Fatores que sustentam a expectativa de juros menores
A **apreciação do real** é um dos pontos cruciais que sustentam a projeção de Alckmin. Uma moeda mais forte tende a baratear produtos importados e pode ajudar a controlar a inflação. Paralelamente, a **desinflação dos alimentos** tem um impacto direto no bolso do consumidor e alivia a pressão inflacionária geral, abrindo espaço para que o Banco Central possa reduzir a taxa de juros sem comprometer a meta de inflação.
Esses indicadores econômicos, combinados, criam um ambiente mais favorável para que o Banco Central adote uma política monetária menos restritiva. A expectativa é que a redução da Selic possa estimular o consumo e os investimentos, impulsionando a atividade econômica do país nos próximos meses.
Medidas de apoio à indústria em andamento
Além da perspectiva de juros mais baixos, Geraldo Alckmin informou aos empresários que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços está trabalhando ativamente para **ampliar os recursos destinados ao programa de depreciação acelerada**. Este programa tem como objetivo incentivar as empresas a investirem em máquinas e equipamentos mais modernos.
Em outra frente de atuação, o ministério busca **aumentar o volume de financiamentos para bens de capital com juros de um dígito**. O objetivo é superar os R$ 12 bilhões que foram oferecidos no ano passado por meio de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Essas iniciativas visam fortalecer a capacidade produtiva da indústria brasileira.
Impacto da queda da Selic para consumidores e empresas
A potencial redução da Selic, se concretizada, trará impactos significativos para a economia brasileira. Para o **consumidor**, juros mais baixos podem se traduzir em crédito mais acessível, com parcelas menores em financiamentos de veículos, imóveis e outros bens de consumo. Isso tende a estimular as vendas e o consumo geral.
Para as **empresas**, a queda na taxa de juros significa um custo menor para o endividamento. Isso pode liberar recursos para novos investimentos, expansão de negócios e contratação de pessoal. A linha de crédito com juros de um dígito, mencionada por Alckmin, é um exemplo claro de como a política econômica busca facilitar o acesso a capital para o setor produtivo.
A combinação de uma taxa de juros mais baixa com programas de incentivo à indústria pode criar um ciclo virtuoso de crescimento econômico. A expectativa é que a economia brasileira ganhe mais dinamismo, com maior geração de empregos e renda, impulsionando o país para um cenário de maior prosperidade.

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