Líderes do PL e União Brasil Temem Derrota e Articulam Contra Votação da Escala 6×1 Antes da Eleição
Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e Antônio Rueda, do União Brasil, expressaram preocupação com a alta probabilidade de aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional. Ambos admitem que a aprovação da proposta pode ser avassaladora caso chegue ao plenário, o que os leva a tentar impedir a votação antes das eleições.
A oposição à medida foi manifestada durante um jantar promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo. A fala dos líderes foi recebida com aplausos por empresários presentes, representando grandes marcas e diversos setores da economia. A preocupação é com o impacto econômico e inflacionário da mudança.
Antônio Rueda destacou que a proposta pode onerar o setor produtivo e gerar inflação, mas reconhece a dificuldade de os parlamentares de seu partido votarem contra, especialmente aqueles que buscam a reeleição. Ele defende estratégias para protelar a votação, como a “barrigada” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Estratégia para Adiar a Votação da Escala 6×1
Rueda detalhou a estratégia, afirmando que é “muito cruel” para quem busca reeleição votar contra a proposta. “A gente tem que ter inteligência e segurar que essa votação vá para o Plenário, porque se ela for a Plenário, vai ser avassaladora (a aprovação)”, disse. Ele defende a busca por unidade nas comissões, com foco na CCJ, para “ir barrigando” o projeto.
Valdemar da Costa Neto reforçou a necessidade de “pressão” do setor empresarial no Congresso. “Nós temos que trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum, pedir a pressão dos empresários em cima de seus deputados, para a gente segurar isso para não votarmos”, declarou o presidente do PL.
Ele enfatizou a dificuldade de reverter o cenário se o projeto for pautado: “Se puser isso em pauta, é muito difícil não passar, eu tenho que ser honesto com vocês”. A estratégia envolve trabalhar com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para segurar a proposta na CCJ, onde a “guerra” pela votação deverá ocorrer.
Pressão do Governo e do Setor Produtivo
O presidente Lula (PT) tem trabalhado para que a proposta seja votada o quanto antes, contando com o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira, que sinalizou prioridade para o tema. Lira informou que o relator na CCJ da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 será indicado no início da semana.
A intenção é reunir em uma PEC os textos apresentados pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Essas propostas visam alterar a Constituição para permitir a redução da jornada semanal de trabalho, revisando o modelo atual de seis dias de trabalho para um de descanso. A articulação para votar o fim da escala 6×1 antes das eleições intensifica o debate sobre a jornada de trabalho no país.
Impacto da Escala 6×1 e Reações Empresariais
A discussão sobre o fim da escala 6×1 afeta diretamente a rotina de trabalhadores e a estrutura de custos das empresas. O setor produtivo, representado no jantar do Esfera Brasil, demonstra forte resistência à mudança, argumentando que ela trará prejuízos econômicos e poderá impulsionar a inflação, impactando diretamente o bolso do consumidor.
Antônio Rueda expressou sua posição pessoal contra o projeto, classificando-o como um “desatino” cujos custos serão arcados pelos consumidores. A articulação entre PL e União Brasil reflete a tentativa de frear uma pauta que, segundo eles, tem forte apelo popular, mas que pode gerar consequências econômicas negativas, segundo a visão de parte do empresariado.

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