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Gerdau (GGBR4) projeta margens estáveis no Brasil e crescimento na América do Norte no 1º trimestre, mas mercado interno segue desafiador

Gerdau (GGBR4) antecipa cenário misto para o início de 2024, com estabilidade de margens no Brasil e expansão na América do Norte

A Gerdau (GGBR4) apresentou suas expectativas para o primeiro trimestre de 2024, indicando um cenário de manutenção das margens no Brasil, apesar de um mercado que a companhia descreve como ainda desafiador. A siderúrgica aposta na estabilidade dos preços e em uma leve retomada da demanda por aços longos.

Enquanto isso, na América do Norte, a expectativa é de crescimento nas margens. Esse otimismo é impulsionado por uma melhora sazonal nos volumes e por um backlog de obras em nível elevado, que se estende por cerca de 85 dias. A companhia também destaca a expansão do ‘metal spread’ e a contribuição da eficiência operacional para a estabilidade de custos.

Essas projeções foram divulgadas durante uma apresentação para analistas nesta terça-feira (24). A Gerdau busca consolidar sua performance em um ambiente de mercado dinâmico, com foco em suas operações regionais. A teleconferência sobre o balanço do último trimestre de 2023 está agendada para as 12h.

Desempenho recente e projeções para as operações no Brasil

No último trimestre de 2023, a Gerdau reportou um Ebitda ajustado de R$ 2,374 bilhões, uma leve queda de 0,7% em comparação com o mesmo período de 2022. A margem Ebitda ajustada ficou em 14%, recuando de 14,2% no ano anterior. No mercado brasileiro, a margem Ebitda ajustada foi de 7,1%, um patamar significativamente inferior aos 18,5% registrados no mesmo período de 2022, refletindo o cenário desafiador mencionado pela empresa.

Para o início de 2024, a companhia espera que a dinâmica de preços dos aços longos no Brasil permaneça estável. A expectativa é de uma leve retomada na demanda doméstica após o período de sazonalidade, o que pode contribuir para a sustentação das margens, embora o ambiente geral de negócios continue exigindo atenção e estratégias de eficiência.

América do Norte: crescimento e eficiência impulsionam margens

A operação da Gerdau na América do Norte apresenta um panorama mais positivo para o primeiro trimestre de 2024. A empresa vislumbra um crescimento nas margens, sustentado por uma melhora sazonal nos volumes de produção e vendas. O elevado backlog, com duração de aproximadamente 85 dias, reforça essa perspectiva de demanda contínua.

Além do aumento nos volumes, a Gerdau aponta para uma expansão do ‘metal spread’, que é a diferença entre o preço de venda do aço e o custo da matéria-prima, como sucata. Mesmo com uma leve recuperação nos preços da sucata, a siderúrgica acredita que essa expansão se manterá. A eficiência operacional também é citada como um fator crucial para a estabilidade dos custos e para o fortalecimento da lucratividade na região.

Margem Ebitda na América do Norte dobra em um ano

O desempenho da América do Norte no quarto trimestre de 2023 já demonstrava essa tendência de melhora. A margem Ebitda ajustada na região alcançou 21,1%, um avanço expressivo em relação aos 10,8% registrados no mesmo período do ano anterior. Esse resultado evidencia a capacidade da Gerdau de otimizar suas operações e de se beneficiar do cenário favorável em mercados internacionais.

Para o primeiro trimestre de 2024, a expectativa é de que essa trajetória de crescimento se consolide. A combinação de maior volume, expansão do ‘metal spread’ e controle de custos, através da eficiência operacional, deve sustentar a melhora da lucratividade na América do Norte, contrastando com o cenário mais cauteloso projetado para o mercado brasileiro.

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