Citi eleva projeção para Suzano (SUZB3) e prevê cenário favorável para celulose em 2026
O banco Citi revisou o preço-alvo para as ações da Suzano (SUZB3), elevando-o para R$ 72, um aumento em relação à projeção anterior de R$ 70. A recomendação de compra foi mantida, indicando um potencial de valorização de 23% para os investidores. Essa revisão é impulsionada por um desempenho operacional considerado acima do esperado no quarto trimestre de 2025 e por um cenário mais promissor para o mercado global de celulose em 2026.
A nova meta de R$ 72 por ação reflete um múltiplo de 6,5 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado para 2026. Mesmo com a expectativa de um real mais forte em 2026, com câmbio médio previsto em R$ 5,34, o Citi aumentou em 1% sua estimativa de Ebitda ajustado para o próximo ano, alcançando R$ 25,5 bilhões.
Esses ajustes consideram embarques de celulose ligeiramente maiores e uma redução nos custos operacionais. O bom desempenho no quarto trimestre de 2025 e a expectativa de novas quedas de custos ao longo deste ano também contribuem para essa perspectiva positiva. Conforme informação divulgada pelo Citi, a empresa demonstra resiliência e eficiência operacional.
Melhora nos Fundamentos da Celulose Impulsiona Suzano (SUZB3)
O Citi também aponta para uma melhora significativa no balanço global de oferta e demanda de celulose. Fatores como o adiamento do projeto OKI 2 e a revogação de licenças florestais na Indonésia contribuíram para a redução da disponibilidade de matéria-prima e para paradas de produção em outras empresas.
A demanda por celulose, especialmente na China, manteve-se resiliente no primeiro trimestre, antes das celebrações do Ano Novo Chinês. Essa dinâmica de mercado reduz o risco de quedas acentuadas nos preços ao longo de 2026, segundo a análise do banco. A projeção para o preço médio da celulose de fibra curta (BHKP) em 2026 é de US$ 591 por tonelada, com potencial de alta caso o momento positivo do mercado se consolide.
Projeções Financeiras e Potencial de Valorização para SUZB3
Para o primeiro trimestre de 2026 (1T26), o Citi elevou a projeção de Ebitda em 3%, para R$ 5,3 bilhões. Esse aumento é sustentado por maiores volumes e melhores preços realizados. No entanto, o impacto de manutenções programadas mais intensas e do real valorizado foram parcialmente considerados.
O banco reafirma sua posição de compra para as ações da Suzano (SUZB3), destacando que os papéis negociam com um yield de fluxo de caixa livre (FCF) de cerca de 13% para 2026. Este cálculo desconsidera desembolsos relacionados a possíveis aquisições, o que pode representar um potencial adicional de retorno para os acionistas.
Otimismo com o Mercado de Celulose Global
A análise do Citi sugere que o mercado de celulose está entrando em uma fase mais favorável para produtores como a Suzano. A redução da oferta global, combinada com uma demanda estável ou crescente, tende a sustentar os preços e melhorar a rentabilidade das empresas do setor.
A Suzano, com sua forte capacidade operacional e gestão de custos, está bem posicionada para se beneficiar dessa melhora nas condições de mercado. A expectativa é que a empresa continue a entregar resultados sólidos, justificando a confiança do Citi em seu potencial de valorização.

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