C&A (CEAB3) revela lucro líquido de R$ 313,2 milhões no 4T25, superando expectativas com alta de 22,9%
A C&A (CEAB3) divulgou seus resultados financeiros para o quarto trimestre de 2025, anunciando um lucro líquido de R$ 313,2 milhões. Este valor representa um aumento significativo de 22,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando uma recuperação notável da companhia.
O resultado positivo foi impulsionado, em grande parte, pela reversão de uma provisão de R$ 62,1 milhões e por uma melhora considerável no resultado financeiro da empresa. A C&A destacou que essa reversão está ligada a decisões judiciais favoráveis em questões tributárias, o que reduziu a probabilidade de desembolsos futuros.
Apesar da queda de 3,2% na receita operacional líquida total, que somou R$ 2,47 bilhões no trimestre, a varejista conseguiu otimizar suas operações e custos. Conforme divulgado pela empresa, a estratégia de focar em maior valor agregado e a eficiência comercial foram cruciais para o desempenho positivo.
Lucro líquido ajustado e margem de vestuário em alta
Desconsiderando efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado da C&A atingiu R$ 269,8 milhões, um avanço de 7,9% em relação ao 4T24. A margem ajustada também apresentou expansão, subindo 1,1 ponto percentual para 10,9%.
No segmento de vestuário, a receita líquida permaneceu praticamente estável, em R$ 2,25 bilhões, com uma leve alta de 0,6%. A empresa atribuiu a performance a um cenário de “temperaturas erráticas e ambiente promocional mais intenso”, que afetou produtos de entrada, mas ressaltou o avanço na estratégia de coleções de maior valor agregado.
Receita de Eletrônicos e Beleza sofre impacto, mas margem bruta avança
O setor de Eletrônicos e Beleza registrou uma queda de 28,6% na receita, impactado principalmente pela descontinuação da venda de smartphones após o encerramento dos quiosques dedicados. Segundo a C&A, o trimestre contou apenas com “vendas residuais de acessórios” neste segmento.
Mesmo com a receita consolidada em queda, o lucro bruto avançou 5,8%, totalizando R$ 1,39 bilhão. A margem bruta consolidada subiu expressivos 4,7 pontos percentuais, alcançando 56,1%. Essa expansão foi impulsionada pela margem de vestuário, que chegou a 56,2% no trimestre.
Ebitda ajustado e resultado financeiro demonstram eficiência operacional
O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado consolidado da C&A somou R$ 560,1 milhões, um aumento de 8% em relação ao 4T24. A margem expandiu 3,1 pontos percentuais, chegando a 22,7%, reflexo da “alavancagem operacional e a disciplina na gestão de despesas”, segundo a companhia.
O resultado financeiro também apresentou melhora, com despesa líquida caindo 18,1% para R$ 80,9 milhões. A empresa atribuiu essa evolução à redução de despesas financeiras brutas, menor impacto de variações monetárias e uma gestão de caixa mais eficiente, além de maior rentabilidade em aplicações financeiras e menor custo da dívida.
Dívida líquida em patamares saudáveis
Ao final de dezembro, a dívida líquida da C&A, desconsiderando passivos de arrendamento, ficou próxima de R$ 212 milhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, encerrou o ano em cerca de 0,4 vez, indicando uma estrutura de capital sólida e bem gerenciada pela companhia.

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