Voltar

Inadimplência Dispara em Janeiro e Atinge Pico de 2017: Juros Altos e Queda no Crédito Preocupam Brasileiros

Inadimplência em alta: O que os dados do Banco Central revelam sobre a economia brasileira em janeiro?

A inadimplência de consumidores e empresas no Brasil atingiu um patamar alarmante em janeiro, alcançando 5,5% no crédito livre, o nível mais elevado desde agosto de 2017. Este aumento representa um desafio significativo para a saúde financeira do país.

O cenário é agravado pela persistência de juros elevados, com a taxa Selic ainda em 15% ao ano. Essa conjuntura dificulta o acesso ao crédito e aumenta a pressão sobre as finanças de famílias e negócios.

Os dados do Banco Central, divulgados nesta quarta-feira (25), também indicam uma queda expressiva nas concessões de empréstimos, refletindo um aperto no mercado de crédito. Conforme informação divulgada pelo Banco Central, a inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres no Brasil subiu para 5,5% em janeiro.

Juros Persistentes e Mudanças nas Regras: Uma Combinação Perigosa

O Banco Central atribuiu a alta da inadimplência ao longo do ano passado a uma combinação de fatores, incluindo mudanças nas regras de crédito. Apesar de alguns sinais de estabilização observados anteriormente, o cenário de juros persistentemente altos tem impactado diretamente a capacidade de pagamento dos tomadores.

A taxa básica de juros, a Selic, manteve-se em 15% ao ano no início do ano, patamar mais alto em quase duas décadas. Embora o BC sinalize a possibilidade de cortes nos juros em breve, os efeitos da política monetária restritiva ainda se fazem sentir.

Queda nas Concessões de Crédito Agrava o Cenário

Em janeiro, as concessões de empréstimos pelo sistema financeiro brasileiro sofreram uma retração de 18,9% em relação ao mês anterior. O estoque total de crédito também apresentou recuo de 0,2%, totalizando R$ 7,116 trilhões.

Os financiamentos com recursos livres, onde as negociações são mais flexíveis, registraram queda de 17,2%. Já as operações com recursos direcionados, sujeitas a regras governamentais, apresentaram um recuo ainda mais acentuado de 32,9%.

Juros Cobrados e Spread Bancário em Alta

Os juros cobrados no crédito livre tiveram um aumento de 1,2 ponto percentual em janeiro, chegando a 47,8% ao ano. Nos recursos direcionados, a alta foi de 0,2 ponto, atingindo 11,6%.

O spread bancário, que representa a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, também subiu. Nos recursos livres, o spread avançou para 34,3 pontos percentuais, contra 33,0 pontos no mês anterior, indicando um aumento na margem de lucro dos bancos em detrimento do consumidor.

O Futuro da Inadimplência e do Crédito no Brasil

O aumento da inadimplência e a queda nas concessões de crédito levantam preocupações sobre a recuperação econômica do país. A expectativa de redução da taxa Selic pode trazer algum alívio, mas os efeitos de longo prazo das políticas monetárias restritivas ainda precisam ser monitorados de perto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

REDES SOCIAIS

...

Pra Quem Investe: Descomplicamos o mundo dos investimentos para você sair da inércia e tomar decisões com confiança. Conheça nosso curso Dominando Investimentos e aprenda sobre CDB, LCI/LCA, CRI/CRA, fundos, ações e muito mais!

© 2025. Pra Quem Investe. Todos os direitos reservados.

Rolar para cima