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ETFs no Brasil: De R$ 100 Bilhões a R$ 1 Trilhão? Gestores Revelam Potencial Exponencial e Vantagens Inéditas

ETFs no Brasil: De R$ 100 Bilhões a R$ 1 Trilhão? Gestores Revelam Potencial Exponencial e Vantagens Inéditas

Os fundos de índice, conhecidos como ETFs, estão em franca expansão no Brasil e prometem revolucionar o mercado financeiro. Especialistas preveem um crescimento estrondoso, saindo dos atuais pouco mais de R$ 100 bilhões sob custódia para a impressionante marca de R$ 1 trilhão nos próximos anos.

Essa projeção otimista foi compartilhada por gestores renomados durante o BTG Summit, evento que reuniu grandes nomes do setor financeiro. A indústria de ETFs no país já demonstrou sua força, praticamente dobrando de valor em apenas um ano, saltando de cerca de R$ 50 bilhões para mais de R$ 100 bilhões.

Comparado a mercados mais maduros, como os Estados Unidos, que alcançaram US$ 13 trilhões em ETFs no ano passado, o Brasil ainda tem um vasto espaço para crescimento. A expectativa é que o país atinja R$ 500 bilhões em três ou quatro anos, com o R$ 1 trilhão como um objetivo alcançável em um futuro próximo. Conforme informação divulgada pelos gestores, os ETFs deixarão de ser um nicho para se tornarem uma peça estrutural fundamental no sistema financeiro brasileiro, com potencial para abranger diversas classes de ativos.

Potencial de Crescimento Exponencial e Diversificação de Investimentos

O CEO da Investo, Cauê Mançanares, destacou o potencial exponencial de crescimento do mercado de ETFs no Brasil. Ele ressaltou que, embora o país esteja apenas nos primeiros anos desse mercado, a projeção de atingir R$ 1 trilhão é realista. A diversificação oferecida pelos ETFs é um dos seus grandes atrativos, permitindo que investidores tenham acesso a diferentes classes de ativos, como renda fixa, renda variável e até criptomoedas, tudo em um único produto.

Andrés Kikuchi, CIO da Nu Asset, avalia que os ETFs podem representar cerca de 10% de toda a indústria de fundos no Brasil. Ele enfatiza que a atualização regulatória e a crescente sofisticação do mercado de capitais brasileiro podem transformar o país em um polo de investimentos na América Latina. Novos gestores e produtos surgem constantemente, impulsionando ainda mais o setor.

Vantagens Competitivas: Eficiência Tributária e Custos Reduzidos

Um dos principais diferenciais dos ETFs, apontado pelos especialistas, é a **eficiência tributária** e os **custos mais baixos** em comparação aos fundos tradicionais. Eduardo Miquelotti, sócio e gestor de ETFs da BTG Asset, explicou que, no caso de ETFs de renda fixa, o imposto é recolhido na fonte, **sem a cobrança de IOF ou come-cotas**. Além disso, a alíquota de 15% sobre o ganho de capital é aplicada quando o prazo médio da carteira supera dois anos, independentemente do tempo de permanência do investidor.

Para os ETFs de renda variável, a tributação segue as regras das ações, com alíquota de 15% sobre o ganho e recolhimento via DARF pelo próprio investidor. Em relação aos custos, os ETFs geralmente cobram apenas a taxa de administração, que varia entre 0,2% e 0,8% ao ano. Essa taxa é significativamente menor que a observada em muitos fundos tradicionais, que podem variar de 0,7% a 2% e ainda incluir taxa de performance.

Transparência Diária e o Papel Crucial do Formador de Mercado

A **transparência** é outro ponto forte dos ETFs. Enquanto fundos tradicionais podem levar até três meses para divulgar a composição de suas carteiras, os ETFs publicam diariamente os ativos que compõem o índice de referência. Isso garante que o investidor saiba exatamente o que está comprando e onde seu dinheiro está alocado em tempo real, proporcionando maior segurança e controle sobre seus investimentos.

A liquidez dos ETFs também foi tema de destaque. Rogério Santana, diretor de relacionamento da B3, explicou o papel fundamental dos **formadores de mercado**, que garantem a oferta contínua de compra e venda. Eles são responsáveis por dar liquidez e estabilidade de preço aos ETFs, o que traz um conforto maior para o investidor iniciar suas aplicações. Mesmo em dias de menor negociação, os formadores de mercado analisam a liquidez de toda a carteira do ETF para manter a precificação próxima ao valor real dos ativos.

Por Onde Começar a Investir em ETFs?

Para quem busca iniciar seus investimentos em ETFs, os gestores apresentaram algumas sugestões. Cauê Mançanares indicou o **LFTP11**, um ETF com exposição majoritária ao Tesouro Selic e uma parcela em Tesouro IPCA+, ideal para aproveitar o atual patamar de juros. Na renda variável, Andrés Kikuchi destacou o **NDIV11**, que distribui mensalmente os dividendos das empresas do seu índice.

Eduardo Miquelotti mencionou o **PACB11**, focado em títulos indexados à inflação com vencimentos longos, como 2050, 2055 e 2060. Essa estratégia permite acessar taxas reais elevadas sem a necessidade de comprar papéis individualmente com prazos tão estendidos. A recomendação geral é experimentar, pois os ETFs abrem um leque de possibilidades para a composição de portfólios diversificados e eficientes.

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