Petróleo em Alta: Tensão Crescente Entre EUA e Irã Eleva Preços e Preocupações Globais
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionados pela ausência de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. A falta de progresso nas negociações em Genebra, somada ao prazo estabelecido pelo presidente americano, Donald Trump, para algum tipo de acerto, elevou os prêmios de risco no mercado.
A possibilidade de uma escalada militar nos próximos dias, caso não haja um acordo, tem sido o principal fator de nervosismo. Donald Trump sugeriu que, na ausência de um entendimento, alguma forma de ação poderia ser tomada, aumentando a apreensão global.
Essa dinâmica de incerteza e a iminência de um conflito têm impacto direto nos preços da commodity. Conforme informações divulgadas, o mercado de petróleo está atento a esses desdobramentos, que podem afetar rotas de transporte cruciais. O especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, aponta que o prêmio de risco voltou a crescer.
Prazo de Trump e Risco de Conflito Aumentam a Volatilidade
O presidente Donald Trump havia advertido no dia 19 que, sem um acerto em “10 a 15 dias”, “coisas ruins” aconteceriam, frase que intensificou os temores de uma escalada militar. Nesta sexta-feira, Trump afirmou que ainda não tomou uma decisão, mas indicou que a opção militar permanece sobre a mesa.
Questionado sobre a possibilidade de usar força, o presidente respondeu: “eu não quero, mas às vezes é preciso”. Ele também reconheceu que eventuais ataques poderiam levar a um conflito mais amplo, admitindo que “sempre há risco”. Trump reiterou, ainda, a posição de que o Irã “não pode ter arma nuclear”.
Impacto no Mercado e Movimentações Diplomáticas
O petróleo WTI para abril fechou em alta de 2,77% (US$ 1,81), a US$ 67,02 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para maio avançou 2,86% (US$ 2,03), alcançando US$ 72,87 o barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, o WTI e o Brent registraram ganhos de 0,81% e 2,2%, respectivamente.
A alta reflete o temor de conflito, que pode comprometer o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo mundial. Paralelamente, o Departamento de Estado dos EUA ordenou a retirada de funcionários não essenciais e suas famílias da Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, e no Kuwait, indicando um aumento nas precauções.
OPEP+ e Produção de Petróleo em Foco
O mercado também mantém no radar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), prevista para domingo. A expectativa é por indicações sobre os próximos passos da política de produção do grupo, em um cenário de alta demanda e incertezas geopolíticas.
Adicionalmente, informações da Baker Hughes indicam que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA caiu 2 na semana, totalizando 407. Essa redução na atividade de exploração nos EUA pode, em conjunto com outros fatores, influenciar a oferta global de petróleo.

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