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Tensão no Oriente Médio Dispara Taxas de DIs no Brasil: Dólar Sobe e Aversão a Risco Domina Mercado Financeiro

Mercado Financeiro em Alerta: Juros Futuros Sobem Forte com Conflito no Oriente Médio

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) iniciaram a semana em forte alta, superando os 10 pontos-base em diversos vencimentos. Essa movimentação reflete um cenário de intensa aversão a ativos de risco, desencadeado pelos recentes ataques dos Estados Unidos contra o Irã no fim de semana.

Às 9h47, a taxa do DI para janeiro de 2028 já marcava 12,73%, uma elevação de 11 pontos-base em relação ao fechamento anterior. Na ponta mais longa da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2035 atingiu 13,425%, também com alta de 11 pontos-base.

Essa instabilidade nos mercados brasileiros é um reflexo direto da escalada de tensões no Oriente Médio. A morte do aiatolá Ali Khamenei, após ataques atribuídos aos EUA e Israel, provocou uma reação iraniana com disparos de mísseis contra países árabes como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Conforme informação divulgada pelo Reuters.

Impacto Global e Local: Petróleo em Alta, Bolsas em Queda e Dólar Valorizado

A escalada do conflito no Oriente Médio teve um impacto imediato nos mercados globais. Os preços do petróleo registraram uma alta superior a 6% nesta segunda-feira, enquanto as ações na Europa apresentaram quedas expressivas. No Brasil, essa aversão a risco se traduziu na alta firme do dólar frente ao real e, consequentemente, no avanço das taxas dos DIs.

Inflação e Expectativas para a Selic: Pressões Persistentes e Cenário de Cortes

Na sexta-feira anterior, a curva de juros brasileira já havia sido influenciada pelos resultados do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, que indicaram continuidade na pressão dos preços de serviços. Apesar disso, o mercado tem apostado em um corte mais robusto da taxa Selic em março.

Profissionais consultados pela Reuters apontam para uma maior probabilidade de o Banco Central realizar um corte de 50 pontos-base na Selic em março, em vez de 25 pontos-base. Atualmente, a taxa básica de juros do Brasil está em 15% ao ano.

Boletim Focus e Opções de Copom: Sinalizações do Mercado

O boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira mostrou que os economistas do mercado mantiveram a perspectiva de um corte de 50 pontos-base em março. A projeção mediana para a Selic no fim de 2024 foi ajustada de 12,13% para 12,00%, e para o encerramento de 2027, permaneceu em 10,50%.

Na B3, as opções de Copom, na última quinta-feira (antes da divulgação do IPCA-15 e da ofensiva no Oriente Médio), precificavam 83,00% de chance de um corte de 50 pontos-base na Selic em março. Havia também 13,98% de probabilidade de redução de 25 pontos-base e 2,04% de chance de corte de 75 pontos-base.

Referência Global: Treasury de Dez Anos em Alta

No cenário internacional, o rendimento do Treasury de dez anos, uma referência global para decisões de investimento, subia 2 pontos-base, alcançando 3,985% às 9h47. Este movimento externo também contribui para o cenário de aversão a risco observado nos mercados.

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