BTG Pactual atualiza carteira de BDRs com foco em Nvidia, Apple e Bank of America, apostando no ciclo de juros do Fed
O BTG Pactual promoveu alterações significativas em sua carteira de ações internacionais para o mês de março, apresentando um conjunto renovado de BDRs que visam capturar oportunidades no mercado exterior. A estratégia do banco se baseia na análise da economia americana e nas projeções para o ciclo de juros do Federal Reserve (Fed).
A recente reconfiguração da carteira incluiu a saída de papéis como Eli Lilly e Tesla, além da redução na exposição a gigantes como Microsoft e Amazon. Essas movimentações abriram espaço para a entrada de nomes como Apple, Bank of America e Micron, indicando uma aposta em setores e empresas com perspectivas promissoras.
Segundo os analistas do BTG Pactual, a economia dos Estados Unidos demonstra resiliência e deve manter sua trajetória de crescimento, com projeções otimistas para os próximos anos. Essa solidez econômica, aliada a uma política monetária em evolução por parte do Fed, fundamenta as novas alocações da carteira de BDRs.
Economia Americana em Crescimento e o Papel do Fed
A análise do BTG Pactual projeta que a economia americana continuará sua expansão, com um crescimento esperado de 2,2% em 2025 e uma aceleração posterior. A demanda doméstica privada é apontada como um motor importante desse avanço, com projeções de 2,5%. O início de 2026 deve ser impulsionado pela normalização de atividades após possíveis interrupções governamentais, apesar de fatores climáticos e sazonais no setor de serviços.
Os economistas do banco avaliam que, embora o núcleo da inflação ao consumidor (CPI) possa apresentar uma aceleração no primeiro semestre de 2026, espera-se uma desaceleração para 2,5% no segundo semestre. Essa projeção considera uma menor pressão de tarifas e um impacto reduzido de serviços. Nesse contexto, o Fed mantém uma postura cautelosa, mas reconhece um equilíbrio crescente entre os riscos de inflação e emprego.
Novas Teses de Investimento na Carteira de BDRs
A inclusão da Apple (AAPL34) na carteira é justificada por uma tese mais defensiva, amparada em sua estratégia de inteligência artificial com baixo uso de ativos físicos (asset light) e na expectativa de um ciclo de recuperação nas vendas do iPhone. A empresa representa uma combinação de força de marca e inovação contínua, características valorizadas em um ambiente de incertezas.
Já a Micron (MU1C34) traz um perfil mais cíclico, mas com fortes fundamentos estruturais. O mercado de memórias, ainda em desequilíbrio, sustenta a visão de um ciclo de alta mais prolongado para a empresa. A demanda por chips de memória é crucial para o avanço tecnológico em diversas frentes, desde a computação até a inteligência artificial.
O Bank of America (BOAC34) reforça a presença do setor financeiro na carteira. O banco é visto como um dos mais alinhados a um modelo de receita pura de juros entre as grandes instituições financeiras dos EUA. O potencial de se beneficiar da expansão do crédito e de um ambiente regulatório mais favorável contribui para sua atratividade.
Desempenho Recente e Composição da Carteira
Em fevereiro, a carteira de ações internacionais do BTG Pactual registrou uma queda de 6,4%, enquanto o índice de BDRs (BDRX) apresentou um recuo de 5,1%. A atual composição da carteira para março inclui, além das citadas, outras BDRs como Nvidia (NVDC34) com 13%, Alphabet (GOOGL34) com 8%, Microsoft (MSFT34) com 9%, Amazon (AMZO34) com 9%, TSMC (TSMC34) com 7%, Meta Platforms (M1TA34) com 6%, Broadcom (AVGO34) com 5%, Walmart (WALM34) com 6%, Raytheon (RYTT34) com 5%, Goldman Sachs (GSCS34) com 5%, Newmont (N1EM34) com 6% e Royal Caribbean Cruises (R1CL34) com 5%.

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