Etanol não compensa frente à gasolina, revela análise da ANP
Apesar de uma leve queda nos preços médios em diversas regiões do país, o etanol hidratado continua sem apresentar vantagem econômica em relação à gasolina na maioria dos estados brasileiros. A análise, baseada em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), indica que o consumidor ainda encontra mais benefícios financeiros ao optar pelo derivado do petróleo.
Na semana que antecedeu o dia 28 de fevereiro, os preços do etanol hidratado apresentaram variações. Enquanto em 13 estados e no Distrito Federal o valor médio recuou, em outros seis houve alta e em mais seis, a estabilidade marcou o período. O Amapá não teve medição. No cenário nacional, o preço médio do litro do etanol caiu 0,43%, passando de R$ 4,65 para R$ 4,63.
Em São Paulo, maior polo produtor e consumidor, o preço se manteve estável em R$ 4,46 o litro. As maiores variações percentuais foram observadas no Acre, com alta de 14,75% (de R$ 5,22 para R$ 5,99), e no Pará, com queda de 1,61% (de R$ 4,97 para R$ 4,89). Os dados são da ANP, compilados pelo AE-Taxas.
Competitividade do Etanol em Baixa em Todo o País
A análise da ANP é clara: em nenhum estado brasileiro o etanol era competitivo em relação à gasolina na semana analisada. A paridade média do etanol frente à gasolina em todo o país ficou em 73,73%, um índice considerado desfavorável. Isso significa que, em média, para cada R$ 1,00 gasto com gasolina, seria necessário gastar R$ 0,7373 com etanol, mas o rendimento do etanol é menor.
Executivos do setor de biocombustíveis admitem que a competitividade do etanol pode ser considerada mesmo com paridades acima de 70%. No entanto, essa avaliação depende muito do veículo utilizado e do padrão de consumo do motorista. Veículos flex, que podem usar ambos os combustíveis, são os principais beneficiados pela escolha estratégica.
Variações Regionais e Preços Extremos
Apesar da tendência geral, os preços do etanol apresentaram uma ampla gama de valores em todo o território nacional. O **preço mínimo** registrado em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. Em contrapartida, o **preço máximo** alcançou R$ 6,83 o litro, observado no Rio Grande do Sul. Essa disparidade reflete as diferentes realidades logísticas e de mercado em cada região.
Em termos de médias estaduais, Mato Grosso do Sul apresentou o menor preço médio, R$ 4,26 o litro. Já o Acre se destacou com o maior preço médio, R$ 5,99 o litro, refletindo a alta percentual registrada na semana. Esses dados reforçam a importância de comparar preços antes de abastecer.
Entendendo a Paridade: Por que o Etanol Não Compensa?
A regra geral para a competitividade do etanol é que seu preço nos postos não deve ultrapassar 70% do preço da gasolina. Isso ocorre porque, em média, um litro de etanol oferece cerca de 70% da autonomia de um litro de gasolina. Se o preço do etanol for superior a 70% do preço da gasolina, abastecer com o derivado do petróleo se torna financeiramente mais vantajoso.
Apesar da queda em alguns estados, a média nacional de 73,73% mostra que, na maioria dos casos, o consumidor paga mais caro pelo quilômetro rodado ao optar pelo etanol. A ANP continua monitorando os preços para fornecer informações precisas aos consumidores sobre a competitividade dos combustíveis no mercado brasileiro.

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