Construtoras de baixa renda devem liderar resultados no 4T25, aponta Itaú BBA
A temporada de divulgação de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) se aproxima, e o setor imobiliário brasileiro já tem seus holofotes apontados para um segmento específico: as construtoras de baixa renda. Segundo análise do Itaú BBA, este setor tem potencial para apresentar os resultados mais expressivos do período.
O destaque se dá principalmente pela forte conexão com o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A expectativa é de crescimento consistente em métricas chave como receita, lucro líquido, geração de caixa e retorno sobre o patrimônio, superando o custo de capital para a maioria das companhias envolvidas.
“No geral, esperamos que a unidade de habitação popular reporte os números mais fortes, com as empresas registrando um aumento sólido de desempenho”, afirmou a instituição em seu relatório. Acompanhe as projeções para as principais empresas.
Cury: Lucro Líquido Pode Disparar 46%
A Cury (CURY3) surge como um dos nomes com maior potencial de destaque positivo, segundo o Itaú BBA. O banco projeta um aumento de 46% no lucro líquido na comparação anual para a construtora, que divulgará seus resultados em 10 de março. A expectativa é de um avanço de 36% na receita líquida, impulsionado por um crescimento robusto.
Direcional: Eficiência Operacional em Alta
Para a Direcional (DIRR3), os analistas também antecipam um trimestre forte, com foco na eficiência operacional. O Itaú BBA estima um aumento de 31% na receita líquida, refletindo o avanço do reconhecimento contábil por percentual de obra (PoC). A projeção é de alta de 36% no lucro por ação ajustado (LPA), com uma margem bruta de 40,3%, superior aos 37% registrados no mesmo período de 2024. O balanço será divulgado em 9 de março.
MRV: Recuperação e Lucratividade no Radar
A MRV (MRVE3) pode apresentar uma recuperação relevante, segundo o Itaú BBA. A expectativa é de um crescimento anual de 26% na receita líquida e uma expansão de cerca de 3 pontos percentuais na margem bruta. A projeção aponta para um lucro líquido de R$ 70 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 250 milhões visto no 4T24. A divulgação dos resultados também está prevista para 9 de março.
Plano&Plano e Tenda: Crescimento e Melhora Operacional
A Plano&Plano (PLPL3) deve exibir forte crescimento de receita, com alta de 53% na base anual e 26% frente ao trimestre anterior, impulsionada por vendas robustas. No entanto, o banco projeta uma queda de aproximadamente 3,5 pontos percentuais na margem bruta, devido a descontos comerciais agressivos. Já a Tenda (TEND3) é esperada para apresentar uma melhora operacional significativa, com o resultado líquido saindo de R$ 21 milhões no 4T24 para R$ 107 milhões no 4T25.
Médio e Alto Padrão: Desempenho Mais Seletivo
Para as construtoras focadas em médio e alto padrão, o Itaú BBA prevê um desempenho mais heterogêneo. Embora os volumes de vendas se mostrem resilientes e as receitas devam crescer de forma agregada, com custos de construção sob controle, o cenário é de maior seletividade. A Cyrela (CYRE3) deve registrar alta de 20% na receita líquida e LPA, enquanto a Eztec (EZTC3) pode ter queda de 12% na receita líquida, mas com forte geração de caixa.

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