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Choque inflacionário pós-conflito no Oriente Médio: Juros nos EUA e Brasil sob pressão, Ibovespa em alerta

Choque inflacionário pós-conflito no Oriente Médio: Juros nos EUA e Brasil sob pressão, Ibovespa em alerta

A volatilidade marcou a semana para o mercado financeiro, com o conflito no Oriente Médio escalando e gerando incertezas. Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã se espalharam pela região, indicando uma duração maior do que o previsto.

Essa escalada tem levado o petróleo a registrar sua maior alta semanal desde 2022. A tensão na região causa perturbações nos mercados de energia, com a navegação pelo Estreito de Ormuz praticamente paralisada, o que impacta diretamente os preços.

Combustível caro é um dos principais vetores da inflação, pois tem o poder de generalizar a alta de preços. Essa situação preocupa os bancos centrais, especialmente o Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

As expectativas de um corte de juros nos Estados Unidos a partir de junho perderam força. Agora, as apostas migraram para setembro, com 42,9% das projeções indicando o início do afrouxamento monetário apenas nesse mês, segundo a ferramenta CME FedWatch.

Impacto na política monetária brasileira e cenário corporativo

No Brasil, os investidores também monitoram os efeitos do conflito na política monetária do Banco Central. As apostas sobre a magnitude do próximo corte na taxa Selic estão divididas entre 0,25 ou 0,50 ponto percentual, com a decisão prevista para a reunião do dia 18.

No âmbito corporativo, o Banco Master continua sob os holofotes. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi novamente preso, acusado de montar uma estrutura para obter informações sigilosas, monitorar adversários e realizar ações de intimidação.

Outro destaque corporativo são os resultados da Petrobras (PETR4). A estatal registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões do mesmo período do ano anterior. A empresa também anunciou o pagamento de R$ 8,1 bilhões em dividendos.

Desempenho do Ibovespa e mercados internacionais

No último pregão, o Ibovespa (IBOV) fechou em queda de 2,64%, aos 180.463,84 pontos, chegando a recuar 2,95% na mínima intradia. O dólar à vista (USDBRL) encerrou em alta de 1,32%, a R$ 5,2870. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro em Nova York, operava em queda de 0,19% no pré-market.

No cenário internacional, a divulgação do payroll (dados de emprego dos EUA) perdeu relevância diante do conflito no Oriente Médio e do risco de choque inflacionário. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, enquanto na Europa operam mistas e os futuros de Wall Street caem.

Commodities e criptomoedas sob pressão

Os preços do petróleo continuam em alta, mantendo-se acima dos US$ 80 o barril. O barril de Brent avançou 2,56%, a US$ 87,60, e o WTI subiu 4,64%, a US$ 84,77.

O mercado de criptomoedas também registrou quedas. O Bitcoin (BTC) recuou 2,8%, negociado em torno de US$ 70 mil, e o Ethereum (ETH) caiu 3,2%, cotado a US$ 2 mil.

Agenda econômica do dia

A agenda econômica desta sexta-feira inclui a divulgação do PIB da Zona do Euro às 7h, do IGP-DI e da Produção Industrial no Brasil às 8h e 9h, respectivamente. Nos EUA, serão divulgados os dados do Payroll e Vendas no Varejo às 10h30.

O presidente Lula cumpre agenda no Rio de Janeiro, com visitas a instituições e inauguração de obras. O ministro Fernando Haddad e Gabriel Galípolo têm agendas internas e despachos.

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