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Taxas DI Disparam com Tensão Irã-EUA-Israel, Petróleo Ameaça Inflação e Pesquisa Eleitoral Move Mercados

Taxas DI voltam a subir em meio a ameaças do Irã contra EUA e Israel

Após um dia de quedas firmes, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) iniciaram a quarta-feira (11) em alta. O mercado financeiro está em compasso de espera, atento aos desdobramentos da guerra no Irã e à nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest, que será divulgada no Brasil.

Às 9h38, a taxa do DI para janeiro de 2028 registrava 13,165%, com alta de 15 pontos-base. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 13,74%, avançando 10 pontos-base. Essa movimentação reflete o aumento da aversão ao risco.

A volatilidade segue alta, com investidores buscando precificar os riscos geopolíticos e internos. Conforme informação divulgada por fontes de mercado, a instabilidade global e a política doméstica são os principais vetores de atenção.

Tensão no Oriente Médio Impulsiona Preços do Petróleo e Inflama Mercados

O Irã disparou contra Israel e alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, elevando os temores de um conflito mais amplo. Pelo menos três navios foram atingidos no Golfo, e o país asiático prometeu mirar interesses econômicos e bancários ligados aos Estados Unidos e a Israel. Há o alerta de que os preços do petróleo podem atingir US$ 200 o barril.

Nesta manhã, o petróleo era cotado em torno de US$ 87 o barril em Nova York e US$ 91 em Londres. A notícia da Agência Internacional de Energia recomendar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo buscou conter a alta, mas o efeito sobre a inflação global, inclusive no Brasil, permanece como um ponto de atenção.

Mercados Reagem à Escalada de Conflitos Globais e Dados Domésticos

Na terça-feira, a curva a termo brasileira passou por forte ajuste de baixa após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar um desfecho rápido para a guerra com o Irã. Contudo, o temor de que o Irã possa instalar minas no Estreito de Ormuz, por onde flui 20% do petróleo mundial, reverteu o otimismo, impactando as cotações do dólar/real.

Nesta quarta-feira, as taxas futuras voltaram a subir no Brasil, em sintonia com a elevação dos rendimentos dos Treasuries no exterior, impulsionados pelas preocupações com a guerra. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, subia 5 pontos-base, a 4,183%.

Pesquisa Eleitoral e Vendas no Varejo Ditando o Ritmo Interno

Na agenda doméstica, os investidores estarão atentos à pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida presidencial, que tem potencial para movimentar a curva de juros. A divulgação está prevista para as 14h no Brasil.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo em janeiro aumentaram 0,4% em relação a dezembro, quando houve queda de 0,4%. Na comparação anual, as vendas tiveram alta de 2,8%. Economistas consultados pela Reuters projetavam queda mensal de 0,1% e alta anual de 1,65%, mostrando um desempenho acima do esperado.

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