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Guerra no Irã e Medidas do Governo Disparam Dólar Acima de R$ 5,20 e Derrubam Ibovespa Quase 3%

Mercados Reagem com Volatilidade a Conflito no Irã e Medidas de Preços de Combustíveis no Brasil

A escalada das tensões no Oriente Médio, com o novo líder supremo do Irã fazendo declarações contundentes, e as recentes ações do governo brasileiro para mitigar o impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis, provocaram forte volatilidade nos mercados financeiros. O Ibovespa sentiu o impacto, acumulando perdas significativas, enquanto o dólar voltou a operar acima da marca de R$ 5,20.

A instabilidade global, impulsionada pela guerra no Irã, também levou a uma revisão nas expectativas para a taxa Selic. O mercado agora precifica uma maior probabilidade de um corte menor na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, indicando um cenário de maior cautela.

As medidas anunciadas pelo governo brasileiro buscam amenizar o impacto da alta do petróleo no bolso do consumidor, mas a combinação desses fatores domésticos com o cenário internacional complexo molda o comportamento dos investidores. Conforme informações divulgadas, o Ibovespa caiu quase 3% e o dólar voltou a operar acima de R$ 5,20.

Escalada de Tensão no Oriente Médio Pressiona Mercados Globais

A primeira declaração pública do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, após assumir o posto no último domingo (8), intensificou as tensões na região. Khamenei afirmou que os Estados Unidos devem fechar todas as suas bases na área e que o Estreito de Ormuz, crucial para o fornecimento de petróleo mundial, deve permanecer fechado como forma de pressão contra os EUA e Israel. Essas declarações ecoam a morte de seu pai, aitolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos norte-americanos e israelenses, que serviu de estopim para a escalada da guerra no Irã.

Os ataques recentes a navios-tanque no Irã e no Golfo Pérsico, com a Guarda Revolucionária do Irã reivindicando responsabilidade por parte deles, aumentam a aversão ao risco global. A situação contrasta com as recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o enfraquecimento do Irã e a proximidade do fim da guerra.

Brasil Adota Medidas para Conter Preços de Combustíveis

Em resposta à disparada do petróleo, o governo brasileiro anunciou medidas para proteger o consumidor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a alta do petróleo não chegará ao bolso do brasileiro e assinou um decreto que zera os impostos PIS/Cofins sobre o diesel para importação e comercialização. Além disso, foi assinado outro decreto focado em transparência e fiscalização contra a especulação de preços.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfatizou que essas medidas são independentes da política de preços da Petrobras. Ele garantiu que a estatal deve manter uma política sólida de retorno, respeitando os minoritários. A intenção é garantir que a volatilidade internacional não se traduza em preços excessivos nos postos de combustíveis.

Impacto na Taxa Selic e Previsões de Mercado

A maior aversão a risco global, decorrente da instabilidade geopolítica, levou o mercado a ajustar suas expectativas para a taxa Selic. A curva de juros agora aponta para uma probabilidade de 85% de o Copom realizar um corte de 0,25 ponto percentual na próxima decisão, na quarta-feira (18). Anteriormente, a expectativa de um corte de 0,50 ponto percentual era predominante.

A precificação da Selic para o final de 2026 está em torno de 13,10%, segundo cálculos do economista-chefe do Banco Bmg, Flário Serrano. Essa revisão reflete a incerteza gerada pelo cenário internacional e pelas ações do governo brasileiro, que demandam monitoramento constante.

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