Goldman Sachs reduz expectativa de corte na Selic para março, citando cenário externo e inflação
O cenário econômico global e as pressões inflacionárias no Brasil levaram o Goldman Sachs a revisar suas projeções para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa de um corte de 0,50 ponto percentual na Taxa Selic foi ajustada para um movimento mais cauteloso de 0,25 p.p.
Essa mudança de perspectiva se deve, principalmente, ao recente avanço nos preços do petróleo, impulsionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. O banco avalia que esse choque nas commodities energéticas pode gerar efeitos cascata na inflação global, exigindo maior atenção dos bancos centrais.
No contexto brasileiro, a alta do petróleo também traz preocupações adicionais para os índices de preços, impactando custos em diversas cadeias produtivas. Essa análise foi divulgada pelo Goldman Sachs.
Impacto da alta do petróleo na inflação brasileira
Os economistas do Goldman Sachs aumentaram sua projeção de inflação para o Brasil em 2026, agora estimando 4,4%. Este é um **aumento de 0,3 ponto percentual** em relação às previsões anteriores. A principal causa para essa revisão é o efeito direto da **valorização do petróleo nos preços dos combustíveis** e em outros custos ao longo da cadeia produtiva nacional.
Diante desse quadro, a avaliação do banco é que o Copom provavelmente optará por iniciar o ciclo de flexibilização monetária de forma mais gradual. A cautela se faz necessária para garantir a estabilidade dos preços diante de um cenário externo mais volátil.
Corte menor na Selic, mas Selic termina o ano em 12,5%
Apesar da projeção de um corte inicial menor, o Goldman Sachs mantém a expectativa de que a taxa Selic feche o ano de 2026 em **12,5%**. A trajetória futura da taxa de juros ainda considera um ciclo de cortes, mas a velocidade e a magnitude podem ser ajustadas conforme a evolução dos indicadores econômicos.
O banco também revisou levemente para cima sua projeção de crescimento para a economia brasileira em 2026, passando de 1,8% para 2,0%. Esse otimismo pontual está atrelado ao efeito positivo dos termos de troca para o Brasil, que é um exportador líquido de petróleo e tende a se beneficiar de preços mais altos da commodity no mercado internacional.
Cenário de forças opostas para a economia
Em suma, o cenário econômico para o Brasil, segundo os economistas do Goldman Sachs, é composto por **forças opostas**. Por um lado, há um ganho de renda externa proveniente da alta das commodities, como o petróleo. Por outro lado, as condições financeiras globais mais apertadas e a crescente incerteza geopolítica representam fatores que podem **limitar um crescimento econômico mais robusto**.
Essa combinação de fatores justifica a maior cautela do Goldman Sachs em relação ao ritmo de flexibilização da política monetária brasileira. A **Taxa Selic** continua sendo um termômetro importante para a economia e para o controle da inflação.

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