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Natura (NATU3) em Foco: CEO Aponta Momento Ideal para Ações Após Lucro e Otimismo com Reestruturação

Natura (NATU3) Apresenta Resultados Positivos e CEO Sinaliza Oportunidade para Investidores

A Natura (NATU3) demonstrou sua força ao reverter o prejuízo do ano anterior e registrar um lucro líquido de R$ 186 milhões no quarto trimestre de 2025. Este resultado, divulgado na véspera, veio em um período marcado por desafios, como a queda de receitas e impactos contábeis decorrentes da simplificação do grupo.

A expectativa da administração era de uma retomada robusta das operações no México e Argentina, aliada a medidas de contenção de despesas e o encerramento de gastos com reestruturação. A empresa concluiu o ciclo de custos de transformação na América Latina, incluindo a venda da Avon International, o que gerou otimismo quanto a um destravamento de valor.

O CEO João Paulo Ferreira e a CFO Silvia Vilas Boas reconheceram uma leve queda nas receitas no Brasil, atribuída a uma base menor de consultoras e à baixa do consumo, especialmente no Nordeste. Apesar disso, destacaram a manutenção da liderança de mercado, conforme informação divulgada pela própria empresa.

Lucro Líquido e Ebitda em Destaque

O resultado financeiro da Natura no quarto trimestre de 2025 foi impulsionado, em parte, por um Ebitda recorrente de R$ 978 milhões, um **avanço de 57,2%** na comparação anual. A margem atingiu 15,8%, com uma expansão de cerca de 7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024, um dado que agradou significativamente os analistas do mercado.

No entanto, o resultado líquido foi pressionado por uma provisão não recorrente de R$ 434 milhões, relacionada a recebíveis da venda da The Body Shop, sem impacto direto no caixa. Excluindo este evento, o lucro das operações continuadas teria alcançado R$ 620 milhões, representando um **aumento anual de R$ 321 milhões**.

Desempenho das Ações e Perspectivas Futuras

As ações da Natura (NATU3) apresentaram forte valorização no pregão desta terça-feira (17), impulsionadas pela reação positiva do mercado aos resultados do quarto trimestre. Na máxima do dia, os papéis chegaram a saltar 12%, e no acumulado de 2026, o desempenho já é positivo em 28%.

O CEO João Paulo Ferreira reconheceu que a empresa precisou reavaliar sua estratégia após aquisições que não geraram o retorno esperado. A decisão de, em 2022, **retornar às origens**, focando na América Latina e vendendo ativos como Aesop e The Body Shop, foi fundamental para a reestruturação.

Ferreira acredita que o momento atual é ideal para que os investidores voltem a olhar para as ações da Natura com atratividade. Ele enfatiza que a empresa agora possui uma **operação e balanço limpos**, o que gera confiança na entrega de consistência em expansão de receita, rentabilidade e caixa nos próximos períodos.

Relançamento da Marca Avon e Estratégia Competitiva

O ano de 2026 promete ser marcante para a marca Avon, com planos de um reposicionamento para despertar maior desejo e oferecer produtos mais premium, sem perder o foco em ser uma alternativa acessível às linhas da Natura. A empresa observou, no segundo semestre de 2025, um **acirramento da concorrência** no mercado brasileiro, com a ascensão de marcas independentes e importadas.

Para enfrentar esses desafios, a Natura revisou seu portfólio de lançamentos. A partir do segundo trimestre, uma sequência de novidades visa posicionar a marca de forma mais competitiva. A expectativa é de um aumento no preço médio dos produtos Avon, devido a inovações tecnológicas e à repaginação da marca.

O papel estratégico da Avon, segundo o CEO, é manter alta atividade mesmo em cenários de restrição de renda, oferecendo uma opção mais acessível, porém agora **mais atrativa**. Esse relançamento é uma estratégia para competir com marcas nativas digitais e influenciadores.

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