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Copom deve repetir corte de 0,25 p.p. na Selic, diz Mag Investimentos, com cenário de petróleo e câmbio favoráveis

Copom sinaliza manutenção do ritmo de cortes na Selic, mas cautela impera com cenário externo

A primeira flexibilização da taxa Selic desde o segundo semestre de 2025 ocorreu, com o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzindo os juros de 15% para 14,75% ao ano. A decisão unânime do colegiado, contudo, deixou as portas abertas para os próximos passos.

Rafael Rondinelli, economista da Mag Investimentos, avalia que o Banco Central (BC) sinaliza intenção de manter o ritmo de cortes, caso o cenário econômico atual persista. Isso inclui a manutenção dos preços do petróleo na faixa de US$ 90 a US$ 100 o barril e um câmbio mais estável.

“Nesse cenário, o BC deve ter incentivos a continuar [o ciclo de cortes] e fazer, pelo menos, mais um ajuste de 0,25 p.p. na próxima reunião”, afirmou Rondinelli. A Mag Investimentos projeta a Selic em 12,50% ao final de 2026. As informações foram divulgadas conforme análise da Mag Investimentos.

Cortes na Selic e projeções de inflação: um olhar misto

O comunicado do Copom apresentou sinais contraditórios, segundo Rondinelli. Por um lado, a justificativa para o corte na Selic e a avaliação da conjuntura atual, marcada por guerras e alta nos preços do petróleo, foram consideradas mais “hawkish” (tendência a juros mais altos). Por outro lado, a projeção de inflação para o horizonte relevante foi vista como “dovish” (tendência a juros mais baixos).

A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2027 ficou em 3,3%, abaixo dos 3,8% do Relatório Focus e da própria previsão anterior da Mag Investimentos de 3,5%. Isso, de acordo com Rondinelli, demonstra uma “confiança no processo passado de manutenção da Selic em patamar elevado”.

Conflito no Oriente Médio exige cautela do Banco Central

O impacto do conflito no Oriente Médio na economia brasileira ainda é incerto, segundo Rafael Rondinelli. O BC reconheceu em seu comunicado que as incertezas geopolíticas influenciarão os próximos passos da política monetária.

“O fato é que quanto mais esse cenário [de tensão geopolítica] persistir, muito provavelmente o BC deve ser cauteloso ainda e manter a Selic em patamar mais contracionista do que o inicialmente esperado”, pontuou o economista. O comunicado do Copom destacou o aumento da incerteza no ambiente externo devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio.

Impactos globais e decisão do Federal Reserve

O cenário de tensões geopolíticas exige cautela de países emergentes, especialmente diante da volatilidade nos preços de ativos e commodities. O Copom considera os efeitos prospectivos desses conflitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que impactam a inflação no Brasil.

Na mesma “Super Quarta”, o Federal Reserve (Fed) dos EUA manteve os juros inalterados, entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão não foi unânime, com um voto a favor de um corte de 0,25 ponto percentual. O Fed também manteve a previsão de um único corte de juros em 2026, levando o mercado a adiar as apostas de corte para março de 2027.

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