Petróleo volta a assustar mercados globais com escalada de conflito no Oriente Médio, impactando Ibovespa em dólar.
Os mercados financeiros internacionais permanecem em estado de alerta elevado devido à intensificação do conflito no Oriente Médio. A disputa, que se aproxima de três semanas, começa a afetar diretamente a produção e a exportação de energia em escala global, gerando apreensão entre investidores.
Nesta quinta-feira, 19, o preço do petróleo disparou, atingindo a marca de US$ 119 por barril. Esse aumento expressivo foi desencadeado por uma nova onda de ataques direcionados a instalações energéticas estratégicas na região, reforçando o temor de efeitos mais amplos e duradouros da guerra do que o inicialmente previsto.
O cenário de instabilidade não se restringe ao petróleo. O gás natural europeu também registrou forte alta, com avanços de até 35%, impulsionado por ataques do Irã a um importante complexo de gás natural liquefeito (GNL) no Catar. Essa ofensiva foi uma resposta a bombardeios anteriores contra o campo de South Pars, uma das maiores reservas de gás do planeta. Conforme informação divulgada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não teve conhecimento prévio do ataque israelense ao campo de South Pars, mas advertiu que poderá reagir com força caso novas infraestruturas no Catar sejam atingidas.
Copom inicia ciclo de corte da Selic em meio a incertezas globais
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deu início ao ciclo de flexibilização da política monetária, reduzindo a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Em seu comunicado, o Banco Central destacou a deterioração do ambiente externo, marcada pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, fator que aumentou a volatilidade dos mercados e pressionou os preços de commodities.
De acordo com a autoridade monetária, esse cenário elevou ainda mais os riscos para a inflação, que já se encontravam acima do padrão histórico. Contudo, o Copom avaliou que o nível elevado de juros por um período prolongado já vem impactando a atividade econômica, que mostrou sinais de perda de fôlego no fim de 2025, abrindo espaço para um ajuste gradual na condução da política monetária.
Mercados reagem com queda no Ibovespa e alta do dólar
O Ibovespa (IBOV) encerrou as negociações no último pregão com uma queda de 0,43%, aos 179.639,91 pontos. Paralelamente, o dólar à vista (USDBRL) fechou o dia em R$ 5,2468, registrando uma alta de 0,90%. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, apresentou queda de 0,63% no pré-market, cotado a US$ 36,03.
A pressão sobre os mercados brasileiros se intensifica com a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos acima das expectativas e projeções do Federal Reserve que apontam para uma inflação mais persistente. Esse novo cenário reduziu as apostas em um ciclo de afrouxamento monetário mais rápido nos EUA.
Mercados internacionais em baixa e atenção redobrada com o petróleo
Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda. Os preços do petróleo voltaram a subir, com o tipo Brent próximo do patamar de US$ 115 o barril, refletindo a crescente tensão geopolítica. O mercado cripto também sente o impacto, com o Bitcoin (BTC) recuando 5,4%, negociado em torno de US$ 70 mil, e o Ethereum (ETH) caindo 6,6%, cotado a US$ 2,1 mil.
Agenda econômica e corporativa do dia
A agenda econômica desta quinta-feira inclui a divulgação do IGP-M no Brasil, decisões de juros do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu (BCE), além de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA e decisão de juros na China. No campo corporativo, são esperados os resultados do quarto trimestre de 2025 de Tupy, Cemig, Cyrela, Unipar e Bemobi.
O presidente Lula tem agenda em São Paulo, com visitas a estandes de ministérios e cerimônia de abertura da Caravana Federativa. O ministro Fernando Haddad não teve sua agenda divulgada. Gabriel Galípolo participa das sessões da Reunião do Copom.

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