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Ações da Copasa (CSMG3) caem, mas detalhes da privatização agradam analistas; o que fazer agora?

Ações da Copasa (CSMG3) operam em queda após detalhes da privatização, mas analistas veem pontos positivos

As ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), negociadas sob o ticker CSMG3, apresentaram queda no pregão desta quinta-feira (29). A movimentação ocorreu após a empresa detalhar os planos para sua privatização, que será realizada por meio de uma oferta secundária de ações. Apesar do desempenho negativo no mercado acionário, os pormenores da operação foram recebidos com otimismo por analistas do mercado financeiro.

O Estado de Minas Gerais, atual controlador da Copasa, informou que a desestatização se dará por uma oferta 100% secundária, o que significa que não haverá emissão de novas ações. O governo mineiro busca, com essa medida, arrecadar fundos para o pagamento de dívidas com a União. Os termos da operação ainda precisam ser aprovados em assembleia geral de acionistas da companhia.

Apesar da volatilidade das ações no dia, a maioria dos analistas mantém recomendações de compra ou neutras para a Copasa, destacando a clareza nos próximos passos da privatização. A empresa já acumulou uma valorização expressiva de mais de 90% nos últimos seis meses, refletindo expectativas positivas em relação ao futuro.

Detalhes da Privatização da Copasa: Estrutura e Potenciais Investidores

O modelo de privatização da Copasa prevê a possibilidade de entrada de um investidor estratégico, que poderá deter até 30% do capital social da empresa. Caso este investidor não seja identificado, o Estado de Minas Gerais tem a opção de vender integralmente sua participação, que atualmente é de 50,03%. Há também a possibilidade de o Estado manter uma participação de 5%, mesmo com a entrada de um novo controlador, e a celebração de um acordo de acionistas que confira ao governo certos poderes de veto.

Analistas do Santander comparam o modelo ao da Sabesp, com uma estrutura societária que inclui um investidor de referência. O banco considera o modelo definido como positivo e mantém a Copasa entre suas principais escolhas na América Latina, com preço-alvo de R$ 61,68. O Itaú BBA também reitera a recomendação de compra, vendo o anúncio como um passo concreto para a privatização e com preço-alvo de R$ 55,90.

Visão dos Analistas sobre o Futuro da Copasa Pós-Privatização

O BTG Pactual destaca que o investidor estratégico precisará comprovar capacidade financeira e experiência no setor. Foi definido um lock-up de quatro anos sobre 100% da participação deste investidor, com 50% travado até dezembro de 2033 ou até a universalização dos serviços. O BTG mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 52.

O Safra, por sua vez, tem recomendação Neutra para a Copasa, com preço-alvo de R$ 49. O banco acredita que o modelo corporativo proposto visa impedir aquisições hostis. No entanto, o Safra aguarda informações adicionais, como regras para escolha de acionistas de referência, preço mínimo e cronograma para a conclusão do acordo. Em geral, o Safra avalia as diretrizes como positivas, com melhorias em relação a outros processos de privatização recentes.

Contexto e Próximos Passos da Desestatização

A desestatização da Copasa já havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em dezembro de 2025. Na época, o governador Romeu Zema (Novo) indicou que a privatização deveria ocorrer até abril de 2026, com expectativa de movimentar cerca de R$ 10 bilhões. A expectativa é que a operação atraia mais licitantes devido às regras de bloqueio diferenciadas e à menor participação estadual pós-privatização.

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