António José Seguro é o novo presidente de Portugal, derrotando André Ventura em eleição crucial
O candidato de centro-esquerda António José Seguro foi eleito presidente de Portugal neste domingo, obtendo uma vitória expressiva sobre o populista de extrema direita André Ventura. Com 96% das urnas apuradas, Seguro conquistou 66% dos votos, enquanto Ventura ficou com 34%.
Essa vitória assegura a Seguro um mandato de cinco anos no Palácio Rosa, em Lisboa, e representa um importante freio para o avanço do partido Chega, fundado por Ventura há menos de sete anos. O Chega havia se tornado recentemente a segunda maior força política no Parlamento português.
A campanha de Seguro focou em uma postura moderada e na disposição de cooperar com o governo minoritário de centro-direita. Ele se distanciou das bandeiras antiestablishment e anti-imigração de seu adversário, atraindo apoio de lideranças tradicionais, tanto da esquerda quanto da direita, que buscam conter a onda populista na Europa. Essas informações foram divulgadas conforme apuração oficial e cobertura jornalística do pleito.
Um cargo com peso decisivo na política portuguesa
Embora o cargo de presidente em Portugal seja majoritariamente simbólico, o chefe de Estado possui instrumentos relevantes de poder. Entre eles, destacam-se o veto a leis aprovadas pelo Parlamento, que pode ser revertido, e o poder de dissolver a Câmara e convocar novas eleições, uma prerrogativa apelidada de “bomba atômica”.
A busca por estabilidade política é uma preocupação central para Portugal. O país vivenciou recentemente um período de instabilidade, com a realização de três eleições gerais em três anos, configurando o pior ciclo de instabilidade em décadas. A eleição de Seguro é vista como um passo importante para a consolidação desse cenário.
A ascensão e os discursos do Chega
A simples chegada de André Ventura ao segundo turno já representou um marco para o Chega, partido que busca “recalibrar” o cenário político português. Na reta final da campanha, Ventura intensificou seus ataques à chamada “imigração excessiva”, em um momento em que trabalhadores estrangeiros se tornam mais presentes no país.
Outdoors com mensagens como “Isto não é Bangladesh” e “Imigrantes não deveriam ter permissão para viver de auxílio social” foram vistos nas estradas, reforçando o slogan “Portugal é nosso”. Após o resultado, Ventura prometeu continuar trabalhando por uma “transformação” nacional, afirmando ter demonstrado que “existe um caminho diferente” e que o país “precisava de um tipo diferente de presidente”.
Repercussão internacional e parcerias futuras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou António José Seguro pela vitória expressiva. Em suas redes sociais, Lula destacou a importância da eleição para a democracia e para a Europa, além de ressaltar a consolidação do apoio de Portugal ao acordo Mercosul-União Europeia.
Lula afirmou que o Brasil continuará trabalhando em parceria com o presidente eleito português e o primeiro-ministro Luís Montenegro. O objetivo é o fortalecimento das relações bilaterais históricas entre os países, a defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável. Seguro assumirá o cargo em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, que completou o limite constitucional de dois mandatos.

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