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Artemis 2: Astronautas em missão histórica para testar tecnologias cruciais antes do pouso lunar e a ida a Marte

Artemis 2: O que os astronautas farão na Lua após 53 anos da última missão tripulada

Mais de cinco décadas separam a Artemis 2 da última vez que humanos pisaram na Lua, com a missão Apollo 17 em dezembro de 1972. Agora, a NASA se prepara para um novo capítulo na exploração lunar, com a Artemis 2 prevista para decolar em 8 de fevereiro. Esta missão não tem como objetivo fincar bandeiras ou deixar marcas no solo lunar, mas sim testar os limites da tecnologia e da resistência humana em viagens espaciais profundas.

O programa Artemis, do qual a Artemis 2 faz parte, visa estabelecer uma presença humana de longo prazo no espaço, desenvolver tecnologias essenciais e usar a Lua como um trampolim para futuras jornadas a Marte. A iniciativa ambiciosa vai além de um simples retorno ao nosso satélite natural, buscando construir infraestrutura, sistemas de comunicação e protocolos operacionais para missões futuras.

A Artemis 2 é um passo crucial nesse plano de longo prazo, com a missão de levar quatro astronautas em um voo de aproximadamente dez dias ao redor da Lua. A tripulação testará sistemas vitais em condições reais de espaço profundo e coletará dados médicos essenciais para entender os efeitos de longas permanências fora do escudo magnético da Terra. Conforme divulgado pela NASA, o propósito da missão é alinhado com a estratégia de criar a Lunar Gateway, uma estação espacial em órbita lunar que servirá de base para astronautas e preparação para viagens a Marte.

Testes de sistemas de suporte à vida e navegação em espaço profundo

Durante o voo de cerca de dez dias ao redor da Lua, a tripulação da Artemis 2 terá a importante tarefa de testar os sistemas de suporte à vida em condições reais de espaço profundo. Isso inclui a verificação do fornecimento de oxigênio, o controle térmico da cápsula Orion e a eficácia na remoção de dióxido de carbono, fatores cruciais para a sobrevivência humana em missões de longa duração.

Além disso, a missão avaliará o desempenho da navegação e controle da cápsula Orion. Os astronautas realizarão manobras, ajustes de trajetória e responderão a comandos manuais, garantindo que a nave esteja pronta para viagens mais complexas. As comunicações de longa distância também serão rigorosamente testadas, uma vez que missões futuras exigirão comunicação confiável com a Terra mesmo a centenas de milhares de quilômetros de distância.

Coleta de dados médicos e a importância da Lunar Gateway

Um aspecto fundamental da Artemis 2 é a coleta de dados médicos. Acompanhar como o corpo humano reage a períodos prolongados fora do ambiente terrestre é vital para o planejamento de missões futuras, especialmente aquelas com destino a Marte. Esses dados ajudarão a NASA a desenvolver contramedidas para mitigar os efeitos da radiação e da microgravidade no corpo humano.

A Artemis 2 é um prelúdio para a construção da Lunar Gateway, uma estação espacial planejada para orbitar a Lua. Essa estação servirá como um ponto de parada e laboratório para astronautas, facilitando a pesquisa científica e o desenvolvimento de tecnologias necessárias para a exploração do espaço profundo, com foco especial nas futuras missões tripuladas a Marte.

A tripulação e o poderoso foguete SLS

A bordo da cápsula Orion estarão quatro astronautas experientes: a comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista da missão Christina Koch e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, também como especialista. A tripulação iniciou um período de quarentena em 23 de janeiro para garantir sua saúde antes do lançamento.

O voo será impulsionado pelo Sistema de Lançamento Espacial (SLS), o foguete mais poderoso já construído pela NASA, com 98 metros de altura. O SLS é composto por um estágio central movido a hidrogênio e oxigênio líquidos, quatro motores RS-25 (os mesmos dos antigos ônibus espaciais) e dois propulsores laterais de combustível sólido que fornecem o empuxo inicial. Segundo a NASA, o SLS é o único foguete capaz de transportar astronautas e a cápsula Orion diretamente para a Lua em um único lançamento.

Custos elevados e possíveis adiamentos da missão

O programa Artemis representa um investimento significativo. O custo do SLS, desde o desenvolvimento até o primeiro voo, é estimado em cerca de US$ 23,8 bilhões, com a cápsula Orion consumindo aproximadamente US$ 20,4 bilhões. Uma auditoria da NASA estima que o programa Artemis como um todo alcançará US$ 93 bilhões até 2025.

A data de lançamento, originalmente prevista, já sofreu um adiamento para 8 de fevereiro devido a uma onda de frio na Flórida que impactou o ensaio geral. A NASA adota critérios meteorológicos rigorosos para garantir a segurança do voo, levando em conta temperatura, ventos, precipitação e outros fatores. Caso ocorram novos adiamentos, a missão poderá ser reagendada para datas em fevereiro, março ou abril.

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