AtlasIntel se manifesta após suspensão de pesquisa pelo TSE e rebate acusações de indução
A AtlasIntel divulgou nesta segunda-feira (8) um comunicado oficial onde declara total respeito à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender liminarmente a última pesquisa eleitoral realizada pelo instituto. O levantamento em questão, divulgado em 19 de junho, apontava uma queda de seis pontos percentuais na intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro.
No comunicado, a empresa ressalta seu compromisso com as instituições e a colaboração integral com a Justiça Eleitoral. A AtlasIntel afirma estar fornecendo todos os esclarecimentos e informações metodológicas solicitadas sobre o estudo, demonstrando tranquilidade e confiança de que a situação será devidamente esclarecida. O instituto acredita que a análise técnica dos fatos e da metodologia empregada comprovará a robustez e a legalidade do estudo, confiando no colegiado do TSE.
A decisão de Nunes Marques atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro, que contestou a pesquisa. Em resposta às contestações, a AtlasIntel reiterou enfaticamente que **não houve qualquer tipo de indução aos entrevistados**. O instituto explicou que a pesquisa foi realizada sem que o áudio do diálogo entre o senador e Daniel Vorcaro, do Banco Master, fosse reproduzido aos respondentes durante a aplicação do questionário.
Metodologia da Pesquisa AtlasIntel é defendida com rigor científico
Segundo a AtlasIntel, o questionário principal da pesquisa foi integralmente concluído e submetido **antes de qualquer contato do participante com o conteúdo audiovisual** em questão. Essa afirmação busca desmistificar a ideia de que o áudio, que envolve um pedido de dinheiro para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, de Jair Bolsonaro, pudesse ter influenciado as respostas dos entrevistados.
A empresa se refere ao áudio onde o pré-candidato pede recursos para Vorcaro. É relevante notar que Kassio Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e o ministro atua no TSE. Apesar desse contexto, a AtlasIntel busca separar a análise metodológica de influências externas.
CEO da AtlasIntel nega viés político e destaca precisão global do instituto
Em sua nota, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, **negou veementemente qualquer viés político** na elaboração ou aplicação do questionário. Ele também estendeu essa negativa a qualquer outra pesquisa conduzida pela empresa, reforçando o compromisso com a imparcialidade.
Roman destacou que a AtlasIntel pauta seu trabalho pela **imparcialidade, rigor científico e precisão**. Ele citou o destaque global do instituto e sua atuação como a empresa mais precisa em 102 eleições ao redor do mundo nos últimos sete anos. Como exemplo, mencionou o primeiro turno da recente eleição presidencial da Colômbia, onde a AtlasIntel foi o único instituto a prever a vitória do candidato oposicionista de direita, Abelardo de la Espriella.
Contestação de Flávio Bolsonaro e a importância da transparência em pesquisas eleitorais
A ação movida por Flávio Bolsonaro e a subsequente decisão de Nunes Marques colocam em evidência a importância da **transparência e da metodologia clara** em pesquisas eleitorais. A AtlasIntel busca, com seu comunicado, reafirmar a credibilidade de seus métodos e colaborar com o esclarecimento dos fatos perante a Justiça Eleitoral e o público em geral, garantindo a confiança nos resultados apresentados.

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