Azul (AZUL53) anuncia troca no comando financeiro com chegada de ex-executivo da Embraer
A companhia aérea Azul (AZUL53) comunicou ao mercado uma importante mudança em sua diretoria financeira. Alexandre Wagner Malfitani renunciou aos cargos de Diretor Financeiro (CFO) e de Relações com Investidores (IRO).
Em seu lugar, assume Antonio Carlos Garcia, que coincidentemente teve seu desligamento da Embraer, onde também ocupava a posição de CFO, anunciado minutos antes da própria Azul divulgar a novidade. A movimentação de executivos, conhecida como “dança das cadeiras”, gerou atenção no setor.
A nomeação de Antonio Carlos Garcia para a Azul, que passa a ocupar os cargos de vice-presidente, Diretor Financeiro (CFO) e Diretor de Relações com Investidores (IRO), está sujeita à aprovação do conselho de administração da empresa e tem previsão de início a partir de 20 de abril de 2026. Essas informações foram divulgadas em fato relevante nesta segunda-feira (6). Conforme informações divulgadas pela Azul, a mudança estratégica visa fortalecer a gestão financeira da empresa em um novo ciclo.
Experiência de peso para a Azul
John Rodgerson, CEO da Azul, expressou satisfação com a chegada de Antonio Garcia. “Estamos extremamente felizes em receber Antonio Garcia na Azul, especialmente neste novo capítulo que iniciamos após a bem-sucedida reestruturação da empresa”, afirmou Rodgerson. Ele destacou que a experiência de Garcia na Embraer, uma parceira importante da Azul, lhe confere uma “visão única do nosso negócio”.
A “dança das cadeiras” envolve a saída de Antonio Garcia da Embraer, onde ele atuou como CFO. Na fabricante de aeronaves, o CEO Francisco Gomes Neto acumulará as funções financeiras. Já na Azul, Malfitani deixa o cargo após mais de 17 anos de dedicação à companhia, segundo informações do LinkedIn.
Azul conclui reestruturação financeira e foca em crescimento
A nomeação do novo CFO ocorre em um momento crucial para a Azul, que recentemente concluiu seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos, saindo do regime de recuperação judicial conhecido como Chapter 11, em 20 de fevereiro. Este processo foi fundamental para a companhia aérea.
A reestruturação resultou em uma **redução significativa da dívida** da Azul. A empresa diminuiu seus débitos de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão. Além disso, houve um corte de aproximadamente 40% no endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves.
Outro ponto importante é a **diminuição nos pagamentos de juros**. Os gastos anuais com juros foram reduzidos em mais de 50% em comparação com o período anterior ao Chapter 11. A companhia estima ainda que seus gastos recorrentes com leasing serão cortados em cerca de um terço.
O plano de reestruturação foi viabilizado por meio da captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão em Senior Notes e US$ 950 milhões em aportes de capital. O foco da Azul, após sair do Chapter 11, é a **redução de alavancagem e a geração de caixa**, conforme declarado pelo CEO John Rodgerson em coletiva de imprensa.

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