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Banco do Brasil, Azul e Copasa: Destaques Corporativos e Ações em Foco Nesta Quinta-feira (26)

Banco do Brasil, Azul, Copasa e Mais: O Que Move o Mercado Financeiro Hoje (26)

O cenário corporativo brasileiro está agitado nesta quinta-feira (26), com notícias importantes movimentando as ações de gigantes como o Banco do Brasil, a companhia aérea Azul e a empresa de saneamento Copasa. Investidores e analistas acompanham de perto os desdobramentos.

O Banco do Brasil (BBAS3) se encontra no centro das atenções, com esclarecimentos sobre a inadimplência e um pedido de renegociação de dívida com o Tesouro Nacional. Paralelamente, a Azul (AZUL53) celebra a melhora em sua classificação de crédito, enquanto a Copasa (CSMG3) apresenta resultados sólidos do quarto trimestre.

Além desses destaques, outras empresas como Nubank, Rede D’Or, Tecnisa, Kepler Weber e Raízen também divulgam informações relevantes que podem impactar o mercado. Acompanhe os detalhes que moldam o dia de negociações.

Banco do Brasil (BBAS3): Negativa sobre Inadimplência e Pedido de Repactuação de Dívida

O Banco do Brasil (BBAS3) veio a público para negar que a alta de R$ 3,6 bilhões na inadimplência de sua carteira de Títulos e Valores Mobiliários (TVM) estivesse diretamente ligada à Novonor, ex-controladora da Braskem. A instituição financeira esclareceu, em comunicado à CVM, que o nome de nenhum cliente foi mencionado durante a apresentação do balanço do quarto trimestre de 2025.

A operação em questão, classificada como inadimplente acima de 90 dias, já possuía provisões constituídas em exercícios anteriores e não gerou impacto material no lucro do trimestre. As negociações para sua regularização foram concluídas no final de 2025, com formalização prevista para o primeiro trimestre de 2026. O foco do BBAS3 permanece na gestão prudente de seus ativos.

Em outra frente, o Banco do Brasil (BBAS3) solicitou a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional em 2012. Restam R$ 4,1 bilhões a serem pagos, e o banco propõe um novo escalonamento das parcelas, visando preservar capital.

A proposta de repactuação inclui o adiamento de pagamentos, com parcelas menores em 2026 e 2027, e valores maiores entre 2028 e 2029. Caso aprovada, a medida pode preservar cerca de 8 pontos-base de capital em 2026 e 2027, com impactos projetados de consumo de capital nos anos seguintes. O cronograma original de 2021 permanece válido até a análise do pedido.

Azul (AZUL53): S&P Eleva Rating de Crédito para B- com Perspectiva Estável

A companhia aérea Azul (AZUL53) recebeu um impulso positivo com a elevação de sua nota de crédito para B- pela agência Standard & Poor’s (S&P). A recomendação, ainda em grau especulativo, saiu de D e agora conta com perspectiva estável, refletindo a conclusão bem-sucedida da reestruturação financeira da empresa nos Estados Unidos.

A S&P destacou que a Azul reduziu significativamente sua dívida, cortando cerca de US$ 1,1 bilhão em dívidas e US$ 1 bilhão em obrigações de leasing. Essa ação representa uma redução de 40% na dívida bruta ajustada da companhia, sinalizando uma melhora na saúde financeira da empresa.

A agência projeta que a alavancagem da Azul, medida pela relação dívida/Ebitda, ficará entre 3 e 3,5 vezes ainda neste ano. Este índice é consideravelmente menor que os mais de 6 vezes observados em 2024 e 2025, indicando uma trajetória de recuperação e maior controle financeiro.

Copasa (CSMG3): Lucro Líquido Cresce Quase 24% no Quarto Trimestre

A Copasa (CSMG3), empresa de saneamento de Minas Gerais, divulgou resultados robustos para o quarto trimestre de 2025. O lucro líquido atingiu R$ 337 milhões, um aumento expressivo de 23,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O Ebitda ajustado da companhia também apresentou forte crescimento, com alta de 14,1%, totalizando R$ 731 milhões. Esses números superaram as expectativas de analistas, que projetavam um lucro líquido de R$ 353 milhões e um Ebitda de R$ 767 milhões.

A receita líquida da Copasa (CSMG3) no período alcançou R$ 1,88 bilhão, representando um crescimento de 6,9%. Adicionalmente, a empresa anunciou a distribuição de dividendos complementares referentes ao 4T25, no valor de R$ 688,2 mil, beneficiando seus acionistas.

Outros Destaques do Mercado: Nubank, Rede D’Or, Tecnisa e Mais

O Nubank (ROXO34) registrou seu maior lucro histórico no quarto trimestre de 2025, alcançando US$ 894 milhões, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Apesar desse resultado expressivo, a ação tem enfrentado volatilidade no mercado.

A Rede D’Or (RDOR3) apresentou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 4T25, com alta de 39,2%, e um Ebitda de R$ 2,8 bilhões, 38,7% maior que no mesmo período de 2024. A receita líquida cresceu 11,8%, totalizando R$ 14,6 bilhões.

A Tecnisa (TCSA3) aceitou a proposta do BTG Pactual para vender 26,09% de sua participação na Windsor Investimentos Imobiliários, responsável pelo empreendimento Jardim das Perdizes, por R$ 260,9 milhões. A transação ainda depende de condições precedentes.

A Kepler Weber (KEPL3) viu seu lucro líquido avançar 28,5% no 4T25, atingindo R$ 64,8 milhões, embora o Ebitda tenha recuado 17,7%. A receita operacional líquida caiu 13,3% no trimestre.

Por fim, fontes indicam que a Shell está disposta a oferecer apoio significativo à Raízen (RAIZ4), podendo injetar até R$ 3,5 bilhões para evitar uma recuperação judicial, diante da grave situação financeira da produtora de açúcar e etanol.

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