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Bitcoin em Queda Livre: Mais de 44% de Perda Desde as Máximas Levanta Dúvidas Sobre a ‘Morte’ do BTC e Impacta o Nasdaq

Bitcoin (BTC) em Zona de Perigo: O Que os Dados Revelam Sobre a Crise Atual e o Futuro do Mercado Cripto

Com o Bitcoin (BTC) despencando mais de 44% de suas máximas históricas, a pergunta que ecoa no mercado cripto é: será que o BTC finalmente morreu? A volatilidade recente e a queda expressiva levantam preocupações, mas uma análise aprofundada dos indicadores-chave de desempenho (KPIs) e do comportamento do mercado pode oferecer pistas sobre o que está por vir.

Estamos observando de perto os sinais que indicam a atualização do ciclo do Bitcoin. A meta é que os indicadores atuais se alinhem com os do início de um ciclo de alta, mas ainda não chegamos lá. A situação atual, com uma parcela significativa da oferta em perdas não realizadas, torna o ativo extremamente suscetível a novas quedas, especialmente em um cenário de aversão ao risco crescente.

Esses fatores, combinados com narrativas de medo, incerteza e dúvida (FUD) que ganham força, como o Risco Quântico e as movimentações de grandes players como Michael Saylor, além das incertezas políticas nos EUA, criam um ambiente complexo para o Bitcoin. Conforme informações divulgadas pelo The DeFi Report, Glassnode e Bitcoin Mining Company 10Qs, a análise dos dados aponta para um cenário delicado. Conforme o Glassnode, 42% da oferta de BTC agora apresenta perdas não realizadas, o que é um indicativo de vulnerabilidade.

A Vulnerabilidade do Bitcoin e o Impacto das Narrativas de Medo

A constatação de que 42% da oferta de Bitcoin está em perdas não realizadas é um ponto crucial. Em um ambiente onde a aversão ao risco impera, essa situação torna o BTC particularmente sensível a novas desvalorizações. A atenção se volta para potenciais catalisadores de FUD, como a estratégia de Michael Saylor, que detém Bitcoin com um custo médio de US$ 76 mil por unidade, e a crescente narrativa do Risco Quântico, que pode tanto inibir novas entradas institucionais quanto gerar vendas.

Adicionalmente, a incerteza em torno da nomeação de Kevin Warsh para cargos de liderança econômica nos Estados Unidos adiciona uma camada de complexidade. As expectativas de políticas monetárias mais restritivas e de uma reestruturação disruptiva do status quo na instituição que ele venha a liderar geram apreensão no mercado financeiro em geral, o que pode se refletir indiretamente no preço do Bitcoin.

Liquidez em Queda nos EUA: Um Sinal de Alerta para o Nasdaq e o Bitcoin

A diminuição da liquidez nos Estados Unidos, embora ainda não tenha impactado drasticamente o Nasdaq e o setor de tecnologia (MAG 7 e SaaS), é um sinal de alerta. Historicamente, o Bitcoin tem funcionado como um indicador precoce de pressões de liquidez. No último bear market, o Nasdaq sofreu uma queda de 35% entre novembro de 2021 e outubro de 2022, e a fragilidade atual pode prenunciar movimentos semelhantes.

Diversos fatores contribuem para essa preocupação com a liquidez. A possível bolha e desilusão em torno da inteligência artificial (IA), com questionamentos sobre a rentabilidade e a capacidade de financiamento de despesas de capital dos hiperescaladores, como a Nvidia, levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do atual ciclo de investimento em IA. A construção massiva de Data Centers, com investimentos bilionários, também demanda capital substancial.

Setores como o de SaaS, que já vêm sofrendo com a desilusão pós-pandemia, com quedas expressivas em empresas como HubSpot e Salesforce, mostram sinais de fragilidade. A ameaça da IA impactando modelos de negócio consolidados adiciona pressão. Além disso, o mercado de trabalho nos EUA, que pode parecer resiliente superficialmente, apresenta sinais de fraqueza nos bastidores, com a queda nos pedidos de demissão e o aumento na dificuldade de encontrar emprego, indicando uma possível retração futura.

Dados do ISM e a Ilusão de uma Economia em Aquecimento

O recente salto do Índice de Gerentes de Compras (ISM) para 52,6 em janeiro, saindo de um patamar de contração, gerou otimismo em alguns setores do mercado, sugerindo um reaquecimento econômico. No entanto, uma análise mais detalhada dos dados revela que essa melhora pode ser, em grande parte, uma ilusão. Ajustes sazonais, compras antecipatórias devido a tarifas e a recuperação de estoques após as festas de fim de ano parecem ter inflado o índice.

O Índice de Emprego do ISM, que permanece em forte contração há 28 meses, e o aumento nos novos pedidos, que o próprio ISM atribui à reposição de estoques e compras antecipadas por tarifas, sugerem que a economia ainda não está pronta para uma expansão robusta. Essa fragilidade econômica subjacente pode intensificar a correlação negativa entre o Bitcoin e o Nasdaq.

Bitcoin vs. Nasdaq: A Correlação Que Define o Futuro

Atualmente, o Bitcoin apresenta uma desvalorização de 43% em relação ao Nasdaq. A expectativa é que essa tendência de mínimas crescentes continue, com o mercado podendo atingir um fundo próximo a uma queda de 50% neste ciclo. Essa correlação direta entre o desempenho do Bitcoin e o índice tecnológico americano é o ponto central para entender o futuro próximo do BTC.

Cenários hipotéticos indicam que uma queda de 10% no Nasdaq poderia levar o Bitcoin a aproximadamente US$ 62 mil. Uma retração de 20% no índice acirraria a queda do BTC para cerca de US$ 55 mil, e um tombo de 30% no Nasdaq projetaria o Bitcoin para a casa dos US$ 48 mil. Embora a sugestão seja de uma mudança para uma postura de maior risco, a prudência ainda é recomendada.

Acredita-se que, no curto prazo, a probabilidade aponte para um movimento corretivo, dado os níveis de sobrevenda localizados. A recomendação, portanto, é manter a estratégia de Dollar-Cost Averaging (DCA), com compras mensais ou semanais constantes, sem se expor a riscos excessivos no momento. Há tempo para alocar recursos quando os preços atingirem níveis mais atrativos, como ocorreu em ciclos anteriores, onde a relação MVRV permaneceu abaixo de 1 por períodos significativos.

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