Voltar

Brasil Atrai Investidores Globais: Taxas em Queda e Ibovespa em Alta com Alívio Geopolítico

Os títulos públicos brasileiros (DIs) registraram queda em seus rendimentos nesta quinta-feira, refletindo um dia de forte interesse de investidores estrangeiros por ativos nacionais e um cenário internacional mais calmo. Diversos vencimentos apresentaram recuos de até 10 pontos-base, enquanto os títulos do Tesouro americano (Treasuries) flutuaram moderadamente.

No fechamento da sessão, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 atingiu 13,01%, uma redução de 10 pontos-base em relação ao dia anterior. Outro vencimento, o de janeiro de 2035, fechou em 13,63%, com uma queda de 8 pontos-base.

A bolsa de valores brasileira, Ibovespa, acompanhou a tendência de otimismo, superando pela primeira vez a marca dos 177 mil pontos. Esse avanço foi impulsionado pela entrada expressiva de capital estrangeiro, que também contribuiu para a desvalorização do dólar frente ao real, com a moeda americana caindo abaixo de R$5,30.

Analistas apontam para uma contínua rotação de investimentos globais em busca de mercados e moedas que apresentaram menor valorização recente. O Brasil estaria se beneficiando dessa dinâmica, tornando-se um destino atrativo para capital internacional.

O cenário externo favorável foi marcado pelo alívio das tensões geopolíticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afastou a possibilidade de uso da força para aquisição da Groenlândia e retirou ameaças de tarifas contra países europeus, contribuindo para um ambiente de maior segurança para os investimentos.

Apesar do fluxo positivo, a queda mais acentuada nas taxas de juros brasileiras foi contida por incertezas internas. Fatores como a indefinição sobre o ritmo de cortes na taxa Selic e a persistência de preocupações fiscais limitaram um movimento mais expressivo de queda na curva de juros.

Em notícias econômicas internas, a Receita Federal divulgou que a arrecadação do governo federal em 2025 alcançou um recorde histórico, com um crescimento real de 3,65% em relação ao ano anterior, totalizando R$2,887 trilhões.

No mercado de juros futuros, as apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicam manutenção da Selic em 15% ao ano. No entanto, ainda há divergências quanto às decisões futuras, com probabilidades divididas entre cortes de 25 e 50 pontos-base em março, além da possibilidade de manutenção da taxa.

No cenário internacional, o rendimento dos Treasuries de dez anos, referência global, apresentou estabilidade, sendo negociado em torno de 4,251%.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

REDES SOCIAIS

...

Pra Quem Investe: Descomplicamos o mundo dos investimentos para você sair da inércia e tomar decisões com confiança. Conheça nosso curso Dominando Investimentos e aprenda sobre CDB, LCI/LCA, CRI/CRA, fundos, ações e muito mais!

© 2025. Pra Quem Investe. Todos os direitos reservados.

Rolar para cima