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Braskem (BRKM5) é o fantasma por trás do salto de R$ 3,6 bilhões na inadimplência do Banco do Brasil (BBAS3)

Braskem (BRKM5) sob os holofotes: Credora de R$ 3,6 bilhões impacta inadimplência do Banco do Brasil (BBAS3) em evento pontual.

O Banco do Brasil (BBAS3) revelou em seu último balanço trimestral um aumento significativo em sua inadimplência, atribuído a um caso específico de R$ 3,6 bilhões na carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) com características de crédito. Essa exposição, segundo fontes com conhecimento direto do assunto, tem sido atribuída à petroquímica Braskem (BRKM5).

O impacto no índice de inadimplência acima de 90 dias foi notável, elevando-o de 4,88% para 5,17% sem a consideração deste evento pontual. A natureza da exposição, classificada como TVM com características de crédito, assemelha-se economicamente a operações de financiamento, o que explica o impacto direto nos indicadores do BB em caso de atraso ou reclassificação para ativo problemático (Estágio 3).

A situação da Braskem (BRKM5) é de conhecimento público, com a empresa enfrentando pressões financeiras significativas e um processo de renegociação de suas dívidas. A petroquímica lida com uma estrutura de capital altamente alavancada, com dívida bruta expressiva, e um cenário de margens e geração de caixa operacional reduzidas no setor petroquímico.

Braskem (BRKM5) em meio a reestruturação financeira e impacto no BB

A dívida bruta consolidada da Braskem (BRKM5) atingiu US$ 10,1 bilhões no final do terceiro trimestre de 2025. Esse cenário financeiro desafiador tem levado a empresa a negociar ativamente com seus credores e a preparar um plano de recuperação extrajudicial, com a expectativa de apresentar propostas até março de 2026.

Paralelamente, a Braskem (BRKM5) atravessa uma transição de controle acionário, envolvendo a gestora IG4 Capital e a Novonor. A empresa e o Banco do Brasil foram procurados, mas optaram por não se posicionar oficialmente sobre o assunto até o momento.

Medidas do Banco do Brasil (BBAS3) e a natureza da exposição

O vice-presidente de controles internos do Banco do Brasil (BBAS3), Felipe Prince, em entrevista, informou que a dívida em questão foi repassada a um fundo especializado em aquisição de créditos de maior risco. Essa medida, segundo ele, visa evitar novos impactos diretos ao banco, sinalizando uma gestão proativa da situação.

A classificação dos ativos como títulos de valores mobiliários, mesmo com características de crédito, é um ponto crucial. Essa nomenclatura contábil, embora trate os papéis como títulos, reflete sua natureza econômica de financiamento, o que justifica a inclusão de atrasos de pagamento no cálculo da inadimplência do BB.

Cenário de pressão para Braskem (BRKM5)

A alavancagem financeira da Braskem (BRKM5) e o ciclo prolongado de spreads comprimidos no setor petroquímico são fatores determinantes para sua atual situação. A redução nas margens e na geração de caixa operacional intensificam a necessidade de reestruturação e negociação com credores.

A expectativa é que o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Braskem (BRKM5) até março de 2026 traga clareza sobre os próximos passos da empresa e seu impacto no mercado financeiro, incluindo potenciais desdobramentos para seus credores como o Banco do Brasil (BBAS3).

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