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BTG Pactual anuncia recompra do BTRA11 e agita o mercado

O universo dos fundos imobiliários ganhou um novo capítulo relevante com o anúncio do primeiro programa de recompra de cotas do BTG Pactual Terras Agrícolas (BTRA11). A iniciativa chega em um momento estratégico e levanta dúvidas — e expectativas — entre investidores que acompanham de perto o mercado de FIIs.

A decisão se torna ainda mais significativa considerando o comportamento recente do IFIX, que renovou sua máxima histórica e reforça o bom momento do setor. Mas o movimento do BTG sugere que há algo mais profundo acontecendo nos bastidores.


BTRA11 inicia 1º programa de recompra de cotas

O BTG Pactual comunicou ao mercado que o BTRA11 está autorizado a recomprar suas próprias cotas ao longo de 12 meses, no período compreendido entre 24 de novembro de 2025 e 24 de novembro de 2026, dentro do ambiente de negociação da B3.

Limite de 10% das cotas emitidas

O programa permite que o fundo readquira até 10% das cotas já emitidas, o equivalente a 336.455 unidades.

Para garantir transparência e alinhamento regulatório, o valor pago em cada operação deverá ser inferior ao valor patrimonial apurado no dia útil imediatamente anterior à transação.

Cotas recompradas serão canceladas

As cotas adquiridas serão retiradas de negociação e canceladas, reduzindo o número total de unidades em circulação — processo que pode influenciar diretamente a relação entre preço de mercado e valor patrimonial.


Por que a recompra pode impactar o preço das cotas?

Segundo a gestora, a recompra tende a:

  • Aumentar a liquidez do fundo;

  • Reduzir o desconto entre o preço negociado e o valor patrimonial (VP);

  • Demonstrar confiança da administração no ativo.

A prática é comum entre empresas listadas na B3, que costumam recomprar ações quando acreditam que o mercado está precificando seus papéis abaixo do valor justo. Nos FIIs, a modalidade é mais recente — mas vem ganhando espaço.


IFIX registra novo recorde histórico

Enquanto o anúncio do BTG repercutia, o IFIX, principal índice dos fundos imobiliários, encerrou o pregão de segunda-feira (24) no maior patamar de sua história:
3.626,28 pontos, com leve alta de 0,02%.

O índice acumula:

  • +0,91% no mês de novembro;

  • +16,37% no ano de 2025.

Esse desempenho reforça o momento favorável para o setor, com investidores buscando alternativas defensivas e de renda recorrente.


Destaques do pregão: maiores altas e quedas entre os FIIs

Maiores altas do dia (24/11):

  • VGIP11: +2,44% (R$ 77,59)

  • KNIP11: +2,11% (R$ 88,85)

  • SNFF11: +1,43% (R$ 72,50)

  • RECR11: +1,15% (R$ 77,18)

  • XPCI11: +1,07% (R$ 81,16)

Maiores quedas do dia:

  • HSLG11: -1,96% (R$ 90,13)

  • FATN11: -1,32% (R$ 83,77)

  • RBRR11: -1,22% (R$ 83,50)

  • URPR11: -1,17% (R$ 32,12)

  • JSRE11: -1,10% (R$ 65,78)


O que esse movimento significa para quem investe em FIIs

O programa de recompra do BTRA11 surge em um momento em que:

  • O setor está aquecido;

  • O IFIX segue renovando máximas;

  • Fundos com desconto patrimonial atraem olhares atentos;

  • Gestoras começam a adotar práticas comuns no mercado de ações.

O anúncio do BTG Pactual pode sinalizar uma tendência crescente: gestores buscando capturar valor quando acreditam que o mercado está subestimando seus fundos.

Para investidores, vale acompanhar:

  • A execução da recompra;

  • A evolução do VP e do preço de tela;

  • Os impactos da redução de cotas no longo prazo.

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