BTG Pactual Ajusta Carteira de Small Caps para Fevereiro com Novas Entradas e Saídas Estratégicas
O BTG Pactual anunciou nesta semana as alterações em sua carteira recomendada de ações de small caps para o mês de fevereiro. A movimentação inclui a saída de Unifique (FIQE3) e Vivara (VIVA3), e a entrada de Vitru (VTRU3) e C&A (CEAB3). A carteira, que é composta por 10 ações com peso de 10% cada, reflete as análises do banco sobre o potencial de crescimento e valorização dessas empresas.
A seleção busca identificar companhias com forte potencial de retorno no curto e médio prazo, considerando fatores como resultados, estratégias de crescimento, eficiência operacional e valuations atrativos. O BTG Pactual reforça seu compromisso em fornecer recomendações atualizadas para auxiliar investidores a navegarem no dinâmico mercado de ações de menor capitalização.
A divulgação detalhada das justificativas para cada escolha e exclusão oferece aos investidores um panorama claro sobre a tese de investimento por trás de cada empresa. Conforme divulgado pelo BTG Pactual, as mudanças visam otimizar o desempenho da carteira frente às expectativas de mercado e aos fundamentos das companhias.
Aura Minerals e Inter Lideram as Recomendações do BTG Pactual
No topo das recomendações, a **Aura Minerals (AURA33)** se destaca. O banco ressalta o forte momento de resultados da companhia, impulsionado pelo crescimento na produção e pelos preços elevados do ouro, que superam os US$ 4.700 por onça-troy. A visão estruturalmente positiva se baseia na tese de crescimento, na exposição ao ouro e nos dividendos trimestrais consistentes.
Em seguida, o **Inter (INBR32)** apresenta prioridades de execução mais claras e uma dinâmica de portfólio em melhora, o que gera maior confiança para o início de 2026. O BTG Pactual espera que o Inter traga mais clareza sobre sua próxima fase estratégica em breve, com expectativa de resultados mais fortes e retornos sobre o patrimônio líquido (ROEs) mais elevados nos próximos trimestres.
A visão construtiva sobre o Inter é amparada pela recente performance mais fraca da ação, uma base de capital robusta, trajetória de resultados sólida no médio prazo e um valuation atrativo, segundo a avaliação do banco.
Copasa e Sanepar Mantêm Posições com Foco em Privatização e Eficiência
A **Copasa (CSMG3)** foi mantida na carteira, pois os catalisadores restantes da privatização podem se concretizar nos próximos meses, após a definição do modelo pelo governo de Minas Gerais. O BTG Pactual aponta que a Copasa investiu abaixo do esperado por anos, e a análise sugere que a base de ativos regulatórios (RAB) deveria ser maior. A privatização pode tornar a Copasa mais atrativa que a Sabesp, com potencial de alta relevante na RAB e redução de despesas operacionais.
A **Sanepar (SAPR11)** também foi mantida, sendo descrita como um papel barato com múltiplos baixos, apesar de operar abaixo do seu potencial. O principal evento político para a companhia em 2026, a corrida ao governo, pode levar investidores a precificar maior eficiência ou passos em direção à privatização, ambos com potencial de alta significativo. O BTG considera a Sanepar uma das histórias mais promissoras para 2026, apesar de um caráter especulativo.
GPS, 3tentos e Pague Menos: Potencial de Crescimento e Eficiência
O **Grupo GPS (GGPS3)** tem expectativa de melhora após um primeiro semestre de 2025 desafiador. O banco prevê aceleração no crescimento orgânico, impulsionado por um grande contrato recente, pipeline aquecido de M&A e perspectiva de margens mais fortes. O BTG destaca que a entrega de retorno sobre o capital investido e o crescimento da GPS são acima da média.
A **3tentos (TTEN3)** foi mantida devido à sua tese de qualidade, com elevado crescimento e altos retornos no agronegócio brasileiro. Apesar de margens mais fracas no setor terem impactado resultados recentes, o BTG acredita que o pior já passou, com espaço para retomada. O início de operação da nova planta de etanol de milho adiciona uma nova via de crescimento lucrativa, e a 3tentos permanece como top pick do agronegócio.
O aumento de capital da **Pague Menos (PGMN3)** deve trazer leve desalavancagem e superar pares do varejo e farmacêutico. A expectativa é apoiada pelo forte momentum de resultados, espaço para ganhos de produtividade, opcionalidades de crescimento e ganhos de eficiência em despesas operacionais.
C&A, Tenda e Vitru Completam a Carteira de Small Caps
A **C&A (CEAB3)** intensifica o foco em eficiência operacional, especialmente em vendas por metro quadrado, como principal catalisador de valor em 2025. O programa Energia C&A já capturou parte dos ganhos esperados, com mais avanços previstos para 2026. A empresa utiliza precificação dinâmica e aumentos seletivos para preservar competitividade e melhorar o mix de produtos.
O BTG segue otimista com o segmento de habitação de baixa renda, beneficiado pelas recentes mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, que melhoraram a acessibilidade para compradores, especialmente na Faixa 1, foco estratégico da **Tenda (TEND3)**. A empresa entregou resultados sólidos em 2025, reforçando a confiança na reestruturação, com margens comparáveis aos pares. A Tenda está bem-posicionada para melhorar margens, ROE e geração de fluxo de caixa.
A **Vitru (VTRU3)** é uma das apostas do BTG devido à desalavancagem, geração de fluxo de caixa robusto, realização de mudanças regulatórias favoráveis e melhora após reorganização societária. O BTG vê o ativo como profundamente subavaliado, com geração de fluxo de caixa de cerca de R$ 270 milhões nos últimos 12 meses, implicando em um rendimento atrativo estimado em 20%.
A carteira completa de small caps do BTG Pactual para fevereiro é composta por Aura Minerals (AURA33), Inter (INBR32), Copasa (CSMG3), Sanepar (SAPR11), GPS (GGPS3), 3tentos (TTEN3), Pague Menos (PGMN3), C&A (CEAB3), Tenda (TEND3) e Vitru (VTRU3).

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