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Cacau em Queda Livre: Futuros Afundam Mais de 10% na Semana, Café Também Sente o Baque e Recua 4,2%

Cacau e Café em Pânico: Perdas Semanais Assustam Investidores e Produtores

O mercado de cacau está em polvorosa com perdas que chegam a dois dígitos na semana, refletindo um cenário de pressão vendedora e preocupações com a demanda global. Os futuros na ICE despencaram, marcando uma forte queda que abalou a confiança dos participantes.

O café arábica, por sua vez, também não escapou da turbulência, registrando um recuo significativo de 4,2% em sua cotação semanal. A combinação de fatores climáticos e a hesitação dos produtores em vender pressionam os preços, gerando incertezas.

Esses movimentos bruscos nos mercados de cacau e café levantam questões sobre a sustentabilidade das atuais tendências de preços e o futuro das commodities. Analistas apontam para um desequilíbrio entre oferta e demanda como principal motor dessas quedas, conforme informação divulgada por corretores e reportada em análises de mercado.

Cacau em Baixa Histórica: O Que Está Por Trás da Queda?

Os futuros do cacau em Londres apresentaram uma queda acentuada, fechando com uma perda semanal de 12%. Apesar de uma leve recuperação no final da sexta-feira (20), o mercado atingiu mínimas de dois anos e meio, tocando 2.128 libras por tonelada. Essa trajetória descendente tem sido impulsionada por vendas especulativas e de origem, além de um suporte psicológico em torno de 2.000 libras, que pode ser testado em breve.

A forte queda nos preços deixou o mercado tecnicamente sobrevendido, o que pode indicar uma possível recuperação de curto prazo. No entanto, a raiz do problema parece ser a fraca demanda global, que contribui para um excedente de produção estimado entre 300.000 e 400.000 toneladas. Estoques elevados na Costa do Marfim e em Gana agravam a situação.

Em Nova York, o cenário não foi diferente. Os futuros de cacau também registraram uma queda expressiva de 13% na semana, atingindo uma mínima de dois anos e meio de US$3.031 a tonelada. A recuperação pontual para US$3.178 não disfarça a tendência de baixa que tem dominado o mercado.

Café Arábica: Chuvas no Brasil e Relutância dos Produtores

O café arábica, apesar de ter ficado praticamente inalterado em US$2,857 por libra-peso no fechamento, acumulou uma perda de 4,2% na semana. As chuvas recentes no Brasil aumentaram as perspectivas de uma safra abundante, o que, em tese, deveria pressionar os preços para baixo.

Contudo, os agricultores brasileiros demonstram relutância em vender seus grãos aos preços atuais. Conforme nota da Cazarini Trading Company, há uma necessidade de uma recuperação saudável em breve para estimular novas vendas. A demanda pela safra atual e pela próxima é alta, mas a diferença entre o que os compradores estão dispostos a pagar e o que os vendedores esperam está notável.

O café robusta também sentiu o aperto, fechando em queda de 0,8%, a US$3.591 a tonelada, e acumulando uma perda semanal de 6%. A pressão sobre os preços do café, tanto arábica quanto robusta, reflete um mercado em busca de um novo equilíbrio.

Açúcar: Sinais de Estabilização em Meio à Abundância

Em contraste com o cacau e o café, o açúcar bruto apresentou uma leve alta de 1,6%, a 14,30 centavos por libra-peso, e ganhou 3,7% na semana. Apesar de ter atingido uma mínima de cinco anos na semana anterior, alguns sinais preliminares indicam que a queda prolongada nos preços pode estar chegando ao fim.

No entanto, a oferta global abundante continua sendo um fator que pode limitar o alcance de uma recuperação mais robusta. O açúcar branco também seguiu a tendência de alta, subindo 0,8% e acumulando 2,4% na semana. O mercado de açúcar, embora com sinais de estabilização, ainda opera sob a sombra da oferta abundante.

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