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CBA (CBAV3): Prejuízo dispara 193% no 4º trimestre de 2025, mas CEO aposta em recuperação e preços saudáveis do alumínio

CBA (CBAV3) registra salto de 193% no prejuízo líquido do 4º trimestre de 2025, mas vê sinais de melhora

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) divulgou um resultado financeiro desafiador para o quarto trimestre de 2025, com um prejuízo líquido de R$ 164 milhões. Este valor representa um aumento expressivo de 193% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Apesar do prejuízo contábil, a empresa destaca que o resultado foi influenciado por efeitos não recorrentes, como contratos futuros de energia e instrumentos de proteção financeira para exportações, que não afetam o caixa de imediato. A companhia, no entanto, ressalta uma trajetória de recuperação operacional ao longo do ano.

O CEO da CBA, Luciano Alves, demonstrou otimismo, afirmando que a empresa está em uma situação muito melhor do que no ano passado, após superar problemas na produção de alumina. Conforme informação divulgada pela companhia, o Ebitda ajustado, um indicador importante da performance operacional, apresentou queda de 47% no trimestre, mas cresceu 10% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Cenário de preços e vendas de alumínio mostram resiliência

O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) atingiu US$ 2.827 por tonelada no quarto trimestre de 2025, um avanço de 10% em relação ao ano anterior e de 8% frente ao trimestre anterior. Segundo o CEO Luciano Alves, este patamar de preço é considerado “bastante saudável para a indústria”, impulsionado pela queda de juros nos Estados Unidos e pela maior demanda por commodities.

O volume total de vendas de alumínio da CBA no trimestre foi de 128 mil toneladas, um aumento de 2% na comparação anual, embora com uma leve retração de 3% em relação ao trimestre anterior, refletindo a sazonalidade. O segmento de alumínio primário foi o destaque, com alta de 8% nas vendas anuais, totalizando 71 mil toneladas, impulsionado pela venda de lingotes P1020.

Já o segmento de transformados registrou uma queda de 8% nas vendas anuais, totalizando 32 mil toneladas, em linha com o ritmo mais moderado do consumo industrial no final do ano. O setor de reciclagem também apresentou leve expansão anual de 2%, com 25 mil toneladas vendidas, mas com recuo trimestral, indicando uma acomodação da demanda influenciada pelo setor de autoconstrução e crédito mais restrito.

Endividamento sob controle e perspectiva de melhora

Em relação ao endividamento, a CBA encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma dívida de R$ 3,2 bilhões, resultando em uma alavancagem de 2,97 vezes. A CFO da companhia, Camila Abel, informou que o montante da dívida permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior.

A expectativa da diretoria é de que a alavancagem seja reduzida ao longo de 2026, à medida que o Ebitda opere em um patamar normalizado. O resultado financeiro líquido, que ficou negativo em R$ 153 milhões, apresentou uma melhora significativa de R$ 264 milhões em comparação com o quarto trimestre de 2024, demonstrando esforços de gestão financeira.

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