Voltar

CBF: Copa do Mundo impulsiona reconstrução de imagem com “efeito Ancelotti” e patrocínios milionários

CBF aposta na força da Copa do Mundo para reconstruir sua imagem e atrair novos patrocinadores.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vive um momento crucial em 2026, que transcende as quatro linhas do campo. Em ano de Copa do Mundo, a entidade foca seus esforços em consolidar uma virada de imagem significativa, após um período turbulento marcado por crises institucionais e a consequente perda de credibilidade no mercado.

O movimento mais recente e notório foi o anúncio da Sadia como nova patrocinadora das seleções brasileiras, com contrato válido até 2030. Este acordo reforça um portfólio que volta a ganhar peso e demonstra a confiança do mercado na nova fase da CBF.

Conforme apurado, a Sadia, pertencente à gigante MBRF, também atuará como fornecedora oficial de proteínas para os jogadores. Com essa adição, a CBF acumula nove patrocinadores em pleno ciclo de Copa do Mundo, juntando-se a nomes como Nike, Ambev, Vivo, Itaú, iFood, Volkswagen, Uber e Cimed.

Mercado publicitário estima R$ 170 milhões em receitas, mas CBF mira meta maior.

Embora a CBF não divulgue valores oficiais, o mercado publicitário estima que as receitas da entidade neste ano atinjam a casa dos R$ 170 milhões. Este montante, embora ainda abaixo da meta interna de R$ 250 milhões estipulada para ciclos de Copa, representa uma recuperação considerável após um período de perdas relevantes.

Nos últimos anos, a imagem da CBF foi diretamente impactada por escândalos envolvendo ex-dirigentes como Rogério Caboclo e Ednaldo Rodrigues. O reflexo no mercado foi imediato, com a saída de marcas importantes como Gol, Mastercard, Pague Menos e TCL da lista de patrocinadores.

Sob a gestão de Samir Xaud, a estratégia da CBF é clara: reconstruir a reputação utilizando ativos que gerem identificação e engajamento com o público. A Copa do Mundo serve como um catalisador natural para esse processo, mas a entidade também investe em símbolos e personalidades para reposicionar sua marca.

Carlo Ancelotti: o “efeito Ancelotti” que impulsiona o marketing da Seleção.

Um dos pilares centrais dessa nova fase é a figura de Carlo Ancelotti. O treinador, tratado como uma estrela global, já participa ativamente de campanhas publicitárias e sua imagem será explorada continuamente até o Mundial. A chegada do técnico gerou um verdadeiro “efeito Ancelotti” no mercado, ampliando significativamente o interesse comercial.

Outro ativo resgatado com sucesso é o Canarinho, mascote que voltou a aparecer com mais frequência em ações promocionais e conteúdos digitais. A iniciativa visa resgatar elementos históricos da seleção brasileira e aproximá-los das novas gerações de torcedores.

Nike e Jordan: a fusão entre tradição e moda global nos uniformes.

Paralelamente, a Nike aproveita o momento para dar um passo considerado histórico em sua parceria com a CBF. A fornecedora lançou o uniforme reserva com a marca Jordan, associada ao ícone Michael Jordan, que será utilizado pela primeira vez em um amistoso contra a França.

Esta iniciativa reforça a tentativa de conectar a seleção brasileira a uma estética global que transcende as fronteiras do futebol. Reginaldo Diniz, CEO da End to End, destaca o potencial dessa união, comparando-a ao sucesso da marca Jordan, que atingiu US$ 7 bilhões em 2024.

“Muitas estratégias impulsionaram esse crescimento, inclusive o documentário da Netflix, Last Dance, bem como pela expansão em itens não relacionados ao basquete. Uma marca cada vez mais atemporal e que traz a imagem de um ícone que remete a fome de vencer”, afirma Diniz, ressaltando o potencial de conectar torcedores de diversas gerações e esportes na busca pelo hexa.

O professor Ivan Martinho, da ESPM, vê a estratégia como uma fusão entre tradição e inovação. “Se a Seleção Brasileira adotasse uma abordagem semelhante à do PSG, incorporando a estética da Jordan Brand em seu uniforme reserva para a Copa de 2026, isso representaria uma ousada fusão entre tradição e inovação”, analisa.

A estratégia busca conectar o futebol brasileiro à cultura urbana e à moda global, algo especialmente relevante com a Copa sediada nos Estados Unidos, terra natal da Nike e de Michael Jordan. Entre novos contratos, reativação de símbolos e o impulso de um treinador midiático, a CBF demonstra que busca virar a página. Apesar de ainda distante das metas financeiras ideais, a entidade aposta que o ciclo da Copa e o novo pacote de imagem serão suficientes para transformar, de vez, a percepção do mercado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

REDES SOCIAIS

...

Pra Quem Investe: Descomplicamos o mundo dos investimentos para você sair da inércia e tomar decisões com confiança. Conheça nosso curso Dominando Investimentos e aprenda sobre CDB, LCI/LCA, CRI/CRA, fundos, ações e muito mais!

© 2025. Pra Quem Investe. Todos os direitos reservados.

Rolar para cima