Cemig (CMIG4) lucra R$ 1,88 bilhão no 4T25 impulsionada por acordo judicial, Lojas Renner (LREN3) anuncia JCP e Riachuelo (RIAA3) desiste de follow-on.
A sexta-feira (20) traz um cenário agitado para o mercado financeiro brasileiro, com destaque para os resultados corporativos do quarto trimestre de 2025 e decisões estratégicas de grandes empresas. A Cemig, Lojas Renner e Riachuelo estão entre os nomes que chamam a atenção dos investidores.
Enquanto a Cemig (CMIG4) surpreende com um expressivo aumento em seu lucro líquido, impulsionado por um acordo judicial, a Lojas Renner (LREN3) anima seus acionistas com a aprovação de juros sobre capital próprio (JCP). Por outro lado, a Riachuelo (RIAA3) anuncia a suspensão de seus planos de captação de recursos no mercado, citando a instabilidade geopolítica.
A Tupy (TUPY3) também divulga seus resultados, apresentando um aumento em seu prejuízo líquido, impactado por iniciativas de reestruturação. Outras companhias como Panvel (PNVL3) e ISA Energia (ISAE4) também trazem novidades relevantes para o mercado. As informações são baseadas em balanços e comunicados divulgados pelas empresas na noite de quinta-feira (19), conforme apurado por fontes de mercado.
Cemig (CMIG4) Apresenta Lucro Líquido de R$ 1,88 Bilhão no 4T25
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) divulgou um resultado robusto para o quarto trimestre de 2025. O lucro líquido atingiu a marca de R$ 1,88 bilhão, representando um **aumento expressivo de 88%** em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse desempenho foi significativamente beneficiado por um acordo homologado pela Justiça do Trabalho.
O resultado operacional, medido pelo Ebitda consolidado, também apresentou forte crescimento, alcançando R$ 2,95 bilhões, uma alta de 53,9%. A Cemig informou que o acordo judicial gerou um impacto positivo líquido de R$ 1,19 bilhão no Ebitda e R$ 788,1 milhões no lucro do trimestre. A receita líquida da companhia cresceu 2,9%, totalizando R$ 11,50 bilhões.
Adicionalmente, a Cemig aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 657,957 milhões. O valor bruto por ação é de R$ 0,23000005834, com pagamento previsto em duas parcelas iguais até junho e dezembro de 2027. Terão direito os acionistas com posição em 24 de março de 2026.
Lojas Renner (LREN3) Distribui R$ 217,4 Milhões em Juros sobre Capital Próprio
As Lojas Renner, uma das maiores varejistas do país, também anunciou novidades aos seus acionistas. A companhia aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no montante de R$ 217,4 milhões. O valor bruto por ação será de R$ 0,222698, considerando a base de 976,3 milhões de ações ordinárias.
Os acionistas com posição acionária em 24 de março de 2026 terão direito a receber esses proventos. A partir de 25 de março de 2026, as ações serão negociadas na condição “ex-JCP”. O pagamento está programado para iniciar em 14 de abril de 2026, sujeito à incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
Riachuelo (RIAA3) Suspende Oferta de Ações por Instabilidade no Mercado
Em contrapartida às notícias positivas de distribuição de proventos, a Riachuelo (RIAA3) comunicou a suspensão dos estudos para a realização de uma oferta pública subsequente de ações (follow-on). A decisão foi tomada em virtude da recente instabilidade no cenário geopolítico e a consequente volatilidade do mercado de capitais.
Originalmente, a varejista preparava uma operação que poderia levantar até R$ 400 milhões. Os recursos seriam destinados a iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo a abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro. A Riachuelo ressalta que a suspensão não altera seu direcionamento estratégico de longo prazo.
Tupy (TUPY3) Amplia Prejuízo no 4T25 e Panvel (PNVL3) Apresenta Alta no Lucro
A Tupy, multinacional brasileira do setor de metalurgia, registrou um prejuízo líquido de R$ 626,5 milhões no quarto trimestre de 2025, um valor consideravelmente maior que os R$ 97,7 milhões perdidos no mesmo período do ano anterior. A companhia atribui parte desse resultado a um impacto de R$ 544 milhões proveniente de iniciativas de reestruturação e otimização de capacidade produtiva.
As receitas da Tupy também caíram 12,4% no trimestre, totalizando R$ 2,18 bilhões, reflexo da menor venda para o setor de veículos comerciais. Em contraste, o Grupo Panvel (PNVL3), rede de varejo farmacêutico, apresentou um resultado positivo, com lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no 4T25, um **aumento de 35%** em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado cresceu 28% e a receita líquida avançou 16,3%.
ISA Energia (ISAE4) Aprova Plano de Conversão de Ações
A ISA Energia (ISAE4) informou que seu conselho de administração aprovou um plano para conversão de ações ordinárias em ações preferenciais. O processo tem início nesta sexta-feira (20) e pode se estender até 3 de abril, com um limite individual de até 3% do capital social e um limite total de 5% do capital da companhia.
O conselho também aprovou o pedido de conversão de aproximadamente 19,8 milhões de ações por parte do acionista Axia Energia (AXIA3). Essa movimentação ocorre após a ISA Energia concluir o descruzamento de participações na IE Madeira e IE Garanhuns com a Axia Energia.

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