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Consórcio Nova Via e Magna assume trens do RJ: O que muda com novo contrato de R$ 660 milhões?

Consórcio Nova Via e Magna vence leilão e assume operação de trens do Rio de Janeiro

Um consórcio formado pelos fundos de investimento Nova Via e Magna foi o único participante e o vencedor do leilão para operar o sistema de trens urbanos do Rio de Janeiro. A decisão foi informada pelo governo estadual nesta terça-feira (10), marcando uma nova fase para o transporte ferroviário na região.

A antiga operadora, a SuperVia, controlada pela japonesa Mitsui, encontra-se em processo de recuperação judicial desde meados de 2021. A situação abriu caminho para a nova concessão, que agora aguarda a aprovação final da documentação do consórcio vencedor.

O resultado do certame, realizado na Justiça, foi homologado na mesma terça-feira. O consórcio apresentou um desconto de apenas 0,06% sobre o valor da tarifa sugerida, que era de R$ 17,60. Conforme informação divulgada pelo governo do Estado, o novo modelo de concessão prevê a exploração do serviço por um período de cinco anos, com possibilidade de renovação por mais cinco anos.

Mudança no modelo de remuneração e investimentos previstos

Uma das principais alterações com a nova concessão é a forma de remuneração do operador. Em vez de ser pago pela quantidade de passageiros transportados, o novo modelo estabelece que o pagamento será feito por quilômetro rodado. Essa mudança visa incentivar a eficiência e a qualidade do serviço prestado.

De acordo com o edital, a nova permissionária, o consórcio Nova Via e Magna, receberá um montante de R$ 660 milhões pela exploração do serviço. Este valor engloba os investimentos e a operação do sistema ferroviário fluminense nos próximos anos.

Próximos passos para a nova operação de trens

A assinatura do novo contrato de concessão ainda depende da completa aprovação da documentação apresentada pelo consórcio. O governo do Estado informou que uma nova audiência foi marcada para o dia 25 de fevereiro, às 14h, para a conclusão do processo licitatório. Este é um passo crucial para oficializar a transição.

Após a conclusão do processo e a assinatura do contrato, terá início o período de operação assistida, que ocorrerá em conjunto com a SuperVia. Essa fase de transição, com duração de até 90 dias, tem como objetivo garantir que a nova operadora assuma as responsabilidades de forma organizada e sem interrupções significativas para os passageiros.

O futuro do transporte ferroviário no Rio de Janeiro

A entrada do consórcio Nova Via e Magna representa uma esperança de melhorias para o sistema de trens do Rio de Janeiro, que tem enfrentado desafios operacionais. A expectativa é que o novo modelo de gestão e a nova estrutura de remuneração impulsionem a qualidade do serviço, impactando positivamente a vida de milhares de passageiros diariamente.

O foco agora se volta para a conclusão dos trâmites legais e o início da operação assistida. A população aguarda os desdobramentos e os primeiros sinais de transformação no transporte ferroviário estadual, com a promessa de um serviço mais eficiente e confiável.

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