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Construção Civil em Alerta: Empresários Preveem Queda no Emprego e Menos Lançamentos nos Próximos 6 Meses

Construção Civil Enfrenta Cenário de Incerteza com Expectativas de Queda no Emprego e Lançamentos

Empresários do setor da construção civil projetam um cenário desafiador para os próximos seis meses, com expectativas de queda no número de empregados e redução no lançamento de novos empreendimentos e serviços. A pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), aponta para um recuo generalizado nos indicadores de expectativa.

Todos os índices relacionados às projeções futuras do setor apresentaram queda. O indicador de expectativa de número de empregados recuou 2,3 pontos, atingindo 49,5 pontos. Já o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços caiu 1,5 ponto, ficando em 49,7 pontos. Ambos os resultados estão abaixo da linha divisória dos 50 pontos, um sinal claro de que os empresários não esperam mais crescimento, mas sim uma retração.

A pesquisa, que ouviu 309 empresas entre os dias 2 e 11 de março, também mostra um pessimismo crescente em relação aos investimentos. O índice de intenção de investimentos caiu pelo segundo mês consecutivo, de 42,9 para 42,1 pontos. Essa falta de confiança se reflete em todos os aspectos do setor, gerando apreensão quanto ao futuro.

Indicadores Sinalizam Desaceleração e Pressão nos Custos

O índice de expectativa de nível de atividade também sentiu o impacto, com um recuo de 0,8 ponto, alcançando 51,3 pontos. Embora ainda acima dos 50 pontos, a proximidade com a linha divisória indica uma perspectiva de crescimento mais moderado para a atividade nos próximos meses. As expectativas de compras de insumos e matérias-primas também ficaram próximas da estabilidade, com o índice em 50,3 pontos.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, atribui essa retração a uma combinação de fatores. Ele destaca que, apesar de programas importantes lançados no final do ano passado, como o novo modelo de crédito imobiliário e financiamentos para reforma de casas de baixa renda, os custos da indústria da construção seguem pressionados. Essa pressão é resultado tanto do cenário interno, com juros elevados, quanto da incerteza no cenário internacional.

Melhora Pontual, mas Confiança Ainda Baixa

Apesar do pessimismo geral, a pesquisa aponta uma leve melhora em relação ao momento atual do setor em fevereiro. O índice de evolução do nível de atividade cresceu 2,6 pontos, chegando a 45,7 pontos, e o de número de empregados avançou 1,7 ponto, para 47 pontos, interrompendo uma sequência de quedas. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) teve alta de 1 ponto percentual, atingindo 65%.

No entanto, esses números ainda se encontram abaixo do observado no mesmo período do ano anterior. O índice de confiança dos empresários da construção civil caiu 2,1 pontos entre fevereiro e março, para 46,5 pontos. Para os executivos do setor, tanto as condições atuais das empresas e da economia quanto as perspectivas futuras são consideradas negativas, evidenciando a necessidade de medidas para reverter esse quadro de desconfiança e impulsionar a recuperação.

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