Ações da Copasa disparam após JPMorgan dobrar recomendação e projetar privatização em 2026
As ações da Copasa (CSMG3) apresentaram uma forte alta de 4,56%, atingindo R$ 53,29 no pregão desta manhã, impulsionadas por uma dupla elevação na recomendação do banco JPMorgan. Apesar de já terem acumulado uma valorização de 125% nos últimos 12 meses, a companhia de saneamento de Minas Gerais recebeu um voto de confiança dos analistas.
O JPMorgan elevou sua recomendação de `underweight` (equivalente à venda) para `overweight` (equivalente à compra), indicando uma perspectiva mais otimista para os papéis da estatal. Essa mudança reflete a revisão de premissas cruciais que sustentavam a avaliação anterior do banco, abrindo espaço para novas projeções de crescimento e atração de investimentos.
A análise do JPMorgan, divulgada conforme informação do setor financeiro, considera dois fatores principais para a nova tese construtiva. A privatização da Copasa, antes vista como distante, agora é esperada para o primeiro semestre de 2026. Além disso, o banco acredita que o valuation atual ainda permite espaço para avanços que podem atrair cerca de R$ 10 bilhões em capital, essenciais para o processo de privatização.
Cenários e Projeções Detalhadas para a Copasa
No cenário-base, o JPMorgan estima um retorno total próximo de 30% para a Copasa, com uma taxa interna de retorno (TIR) real de 10,4% e uma duração de fluxo de caixa de 13,4 anos. O cálculo se baseia em uma nova avaliação que sugere que a Copasa pode ser negociada a 1,9 vez o múltiplo EV/RAB em 2026 e 1,7 vez em 2027, refletindo um retorno sobre capital investido superior ao custo de capital e crescimento da base regulatória de ativos.
Em um cenário otimista, o potencial de alta para as ações da Copasa pode chegar a 90%. Este cenário seria impulsionado pela privatização, com projeções de corte de custos de 50%, retornos permitidos em linha com a última revisão regulatória (9,8% real pós-impostos), menor custo de capital e maior crescimento de volume. O banco atribui menor probabilidade a um cenário adverso, que prevê queda de 40% sem privatização e sem corte de custos, devido à recente aceleração do processo de privatização e a uma revisão tarifária favorável.
Termos Regulatórios e Privatização da Copasa
O governo de Minas Gerais está avançando nas negociações para a prorrogação das concessões municipais, com expectativas de que os novos contratos incorporem termos regulatórios semelhantes aos da privatização da Sabesp. Esses ajustes, segundo o JPMorgan, têm o potencial de estimular investimentos e iniciativas de eficiência na Copasa.
Esses novos termos regulatórios se somam a uma revisão tarifária já considerada positiva, concluída em dezembro de 2025. Essa revisão estabeleceu um WACC regulatório de 9,8% real pós-impostos para a Copasa, o reconhecimento anual de investimentos em relação à RAB e a possibilidade de manutenção do benefício fiscal para juros sobre capital próprio. No cenário-base, o banco prevê a criação de um mecanismo de compartilhamento de ganhos de eficiência com os consumidores, com repasses graduais a partir de 2030.
Superação de Entraves Políticos e Modelo de Privatização
Desde outubro de 2025, a Copasa tem demonstrado resiliência ao superar entraves políticos, com aprovação de mudanças constitucionais, projeto de privatização, revisão tarifária favorável e início de negociações de concessões. O JPMorgan destaca que esses avanços regulatórios são cruciais para sustentar o potencial de valorização da empresa para um futuro operador.
Os termos de privatização da Copasa, aprovados pelo governo de Minas Gerais, preveem uma oferta secundária de até 45% do capital. Desse total, 30% seriam destinados a um investidor estratégico com período de lock-up, e os 15% restantes para investidores institucionais. Há também a previsão de um limite de 45% dos direitos de voto para qualquer acionista, garantindo uma estrutura de governança pulverizada.

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