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Copasa (CSMG3) Privatização: Governo de Minas Gerais Define Modelo de Oferta Secundária e Destino dos Recursos

Privatização da Copasa avança com modelo de oferta secundária e foco em quitação de dívidas estaduais

O futuro da Copasa (CSMG3) está mais próximo de uma mudança significativa. O governo de Minas Gerais divulgou uma proposta oficial à companhia, indicando que o processo de privatização da Copasa deverá ocorrer por meio de uma oferta secundária de ações. Este modelo foca na venda de participações já existentes, sem a emissão de novos papéis pela empresa.

A decisão representa um passo concreto para a alienação do controle acionário do Estado na empresa de saneamento. A proposta, que ainda será submetida à aprovação dos acionistas da Copasa, detalha os mecanismos e as intenções por trás dessa transação de grande porte.

O principal objetivo do governo mineiro, conforme a proposta, é utilizar os recursos obtidos com a venda de suas ações para quitar a dívida do Estado com a União. Essa medida visa aliviar as finanças públicas e melhorar a saúde fiscal do governo estadual, conforme informação divulgada pelo governo de Minas Gerais.

Venda total de ações e acordo com investidor estratégico

A proposta apresentada pelo governo de Minas Gerais contempla a possibilidade de venda da totalidade da participação estadual na Copasa. Isso significa que o Estado pode se desfazer de sua fatia de 50,03% na companhia. No entanto, a estratégia prevê a celebração de um acordo de acionistas com o investidor que assumir o controle.

Este acordo poderá conferir ao Estado determinados poderes de veto, garantindo uma voz em decisões futuras importantes da empresa, mesmo após a venda do controle. A venda integral das ações estaduais ocorrerá caso nenhum investidor estratégico seja identificado e atraído pelo processo.

Opções para o investidor estratégico e valor da operação

Caso um investidor estratégico seja identificado e participe da oferta, o governo de Minas Gerais poderá manter uma participação minoritária de até 5% na Copasa. Esse investidor, por sua vez, poderá adquirir até 30% do capital social da empresa, com a possibilidade de aumentar sua participação no âmbito da própria oferta secundária.

Em dezembro, o governador Romeu Zema já havia sinalizado a intenção de concluir a privatização da Copasa até abril. A expectativa é que a operação movimente pelo menos R$ 10 bilhões, um valor expressivo que demonstra a magnitude da transação e o interesse do mercado na companhia.

Modelo de oferta secundária e seus impactos

A escolha pelo modelo de oferta secundária significa que a venda se concentrará nas ações detidas pelo acionista vendedor, neste caso, o governo de Minas Gerais. Diferentemente de uma oferta primária, onde a empresa emite novas ações para captar recursos, a oferta secundária não injeta capital diretamente na Copasa.

O foco principal é a transferência de controle acionário e a liquidação de ativos do Estado. A expectativa é que a entrada de um novo controlador traga mais eficiência e investimentos para a companhia, beneficiando os serviços de saneamento oferecidos à população mineira.

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