CPI do Crime Organizado avança em investigações e convoca figuras proeminentes do Judiciário e do setor financeiro.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado deu um passo significativo em suas investigações ao aprovar, nesta quarta-feira (25), convites para depoimentos dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF). A comissão também convocou Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para prestar esclarecimentos.
Enquanto a presença dos ministros do STF é considerada facultativa, a do banqueiro Daniel Vorcaro é obrigatória, sinalizando a importância de sua colaboração para o andamento da CPI. A decisão foi tomada em uma sessão onde diversos outros requerimentos foram votados.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), conduziu a votação simbólica, que aprovou em bloco a maioria dos convites e pedidos de informação, exceto a convocação de Vorcaro. A CPI busca esclarecer supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e conexões com figuras públicas, conforme divulgado pelas fontes.
Ministros do STF e familiares na mira da CPI
Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes foram citados em decorrência de supostos vínculos com o Banco Master. No caso de Dias Toffoli, a investigação aponta para seu possível benefício na empresa Maridt Participações, registrada em nome de seus irmãos, mas que teria o próprio ministro como beneficiário final. A CPI também aprovou a quebra do sigilo fiscal desta empresa.
Já Alexandre de Moraes teve seu nome mencionado devido a um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor dos convites aos magistrados, expressou preocupação com a necessidade de esclarecer a natureza das interlocuções e os limites entre a atuação institucional e interesses privados.
Outras convocações e pedidos de informação
Além dos ministros do STF e de Daniel Vorcaro, a CPI aprovou convites para outras personalidades relevantes. Entre elas, estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A comissão também solicitou informações sobre o registro de entrada de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master, no Senado. Pedidos de convocação obrigatória foram aprovados para o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, e para o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a pedido dos líderes do governo no Congresso e no Senado, respectivamente.
Paulo Guedes e Roberto Campos Neto deverão explicar políticas econômicas
Paulo Guedes foi convocado para explicar se políticas de desregulamentação durante sua gestão teriam facilitado as supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A iniciativa partiu do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também terá que prestar esclarecimentos, a pedido do senador Jaques Wagner (PT-BA).
A CPI busca entender a relação entre as políticas econômicas adotadas e possíveis falhas na fiscalização que teriam permitido a atuação do Banco Master. A expectativa é que ambos apresentem informações detalhadas sobre suas gestões e as decisões tomadas.
TH Joias não comparece e CPI adia depoimento
O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, que está preso sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho, deveria ter comparecido à CPI. No entanto, o depoimento foi inviabilizado pela falta de autorização judicial para sua transferência.
Diante da ausência de TH Joias e da aprovação dos demais requerimentos, o presidente da CPI, Fabiano Contarato, encerrou a sessão. A CPI do Crime Organizado segue em suas atividades, buscando desvendar complexas redes de atuação criminosa e financeira no país.

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