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Crise no Irã: “Banco Master Iraniano” em Colapso e Rombo de Quadrilhões Intensificam Protestos e Tensão Global

O colapso financeiro que acende o pavio da insatisfação popular no Irã.

Um escândalo financeiro abalou o Irã, com a quebra do Ayandeh Bank, apelidado de “Banco Master do Irã”, expondo um rombo bilionário e reacendendo a chama dos protestos no país. A crise econômica, agravada por sanções internacionais e má gestão, encontra no colapso bancário um catalisador para o descontentamento popular.

A situação, que guarda semelhanças com casos de instabilidade bancária no Brasil, como o do Banco Master, expõe a fragilidade da economia iraniana. A deterioração econômica, marcada pela inflação galopante e desvalorização da moeda, o rial, tem sido um motor de frustração para a população.

O governo, em meio a restrições de internet e medidas autoritárias, busca controlar a narrativa, mas a crise bancária se tornou um símbolo visível da deterioração econômica. A falência do Ayandeh Bank, com um prejuízo estimado em mais de 5 quatrilhões de riais, é apenas a ponta do iceberg de um sistema financeiro sob forte pressão, conforme informações da imprensa internacional.

O “Banco Master do Irã”: um esquema de alto risco

O Ayandeh Bank, controlado por figuras próximas ao líder supremo Ali Khamenei, acumulou um passivo alarmante. Empréstimos malsucedidos resultaram em prejuízos que ultrapassam os 5 bilhões de dólares, levando o banco à insolvência. A situação é ainda mais crítica com 3,13 quatrilhões de riais em exposições no cheque especial e uma taxa de adequação de capital negativa em 600%.

Fundado em 2013, o Ayandeh Bank atraiu milhões de depositantes ao oferecer taxas de juros superiores às permitidas. Essa estratégia agressiva, embora tenha expandido rapidamente sua participação de mercado, mascarava um modelo de negócios arriscado, dependente de novos depósitos para honrar compromissos antigos e com vultosos investimentos em ativos ilíquidos, principalmente no setor imobiliário.

A mídia internacional compara o modelo a um esquema de pirâmide, onde a falta de liquidez e a concentração de empréstimos em projetos especulativos e ligados a pessoas próximas à diretoria minaram a saúde financeira da instituição. A partir de 2020, pedidos formais pela liquidação do banco se tornaram frequentes, comprometendo as economias de cerca de sete milhões de depositantes.

Sanções e a espiral de desvalorização do Rial

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã enfrenta sanções econômicas dos EUA, que impactaram setores vitais como petróleo e bancos. Esse isolamento reduziu investimentos, limitou o acesso ao sistema financeiro internacional e gerou um ciclo de fragilidade econômica, com a moeda local, o rial, perdendo quase 97% de seu valor frente ao dólar no último mês, segundo dados do Trading View.

A deterioração econômica se intensificou com a queda dos preços do petróleo e a dificuldade do governo em encontrar novas fontes de financiamento. A resposta do governo à crise, como a impressão de dinheiro para cobrir o rombo do Ayandeh Bank, falhou em conter o descontentamento e levantou questionamentos sobre a prioridade das ações governamentais.

Ameaças externas e a fragilidade da credibilidade

A credibilidade do governo iraniano já estava abalada após o recente confronto com Israel e a recusa em avançar nas negociações sobre o programa nuclear. A falta de perspectivas de alívio das sanções e a ameaça de novas ofensivas por parte de Israel e dos Estados Unidos aumentam a pressão sobre o regime.

Nesse cenário de instabilidade interna e externa, a movimentação militar dos Estados Unidos, com o deslocamento de um porta-aviões para o Oriente Médio, adiciona um elemento de tensão. As declarações do ex-presidente Trump sobre a possibilidade de intervenção em caso de execuções de manifestantes sinalizam um risco real de escalada do conflito.

O futuro incerto do Irã

A combinação de crise econômica, descontentamento popular, sanções internacionais e a ameaça de intervenção externa cria um quadro complexo e volátil para o Irã. O colapso do “Banco Master Iraniano” é um sintoma de problemas mais profundos que afetam a economia e a sociedade do país, cujas consequências ainda estão por se desdobrar.

A população iraniana, frustrada com a inflação, o custo de vida e a falta de perspectivas, encontra nas manifestações uma forma de expressar seu descontentamento. A resposta do regime e a postura da comunidade internacional definirão os próximos capítulos dessa crise que se desenrola em um dos pontos mais sensíveis do tabuleiro geopolítico mundial.

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