CSN avalia venda total ou parcial de seu negócio de siderurgia em busca de alívio financeiro e foco estratégico
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está explorando ativamente a possibilidade de vender seu principal negócio de siderurgia. Segundo informações do jornal Valor Econômico, a empresa já iniciou contatos informais com concorrentes do setor para avaliar o interesse em uma potencial aquisição.
A movimentação indica que a CSN pode estar disposta a se desfazer de até 100% de suas operações siderúrgicas. Esta decisão faz parte de um plano mais amplo de revisão estratégica de seus ativos, com o objetivo de fortalecer sua saúde financeira.
A notícia surge em um momento crucial para a empresa, que anunciou recentemente um plano ambicioso para reduzir seu endividamento. A expectativa é que a contratação de uma assessoria especializada para conduzir o processo de venda ocorra em breve, marcando um passo significativo na reestruturação da CSN. Conforme divulgado pelo Valor Econômico, a CSN visa diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões de suas dívidas ainda este ano.
Plano de Desinvestimento Abrangente para Fortalecimento Financeiro
O movimento de venda da operação siderúrgica é parte de uma estratégia mais ampla da CSN para **reduzir seu endividamento e otimizar seu portfólio de negócios**. A empresa busca, com essa reestruturação, focar em áreas com maior potencial de crescimento e lucratividade, além de melhorar sua alavancagem financeira.
Outros Ativos em Rota de Venda: Cimentos e Infraestrutura
Além da siderurgia, a CSN também avança em outros processos de desinvestimento. No segmento de cimentos, a companhia conta com a assessoria do Morgan Stanley e pretende vender o controle acionário. Para os ativos de infraestrutura, a CSN busca um novo sócio estratégico, com a intenção de vender entre 20% e 30% da operação, com o Bradesco e o Citibank atuando como assessores.
Metas Ambiciosas e Avaliação de Risco pela S&P
A CSN projeta que, com a redução do endividamento, possa dobrar seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em até oito anos, atingindo uma alavancagem sustentável em torno de uma vez sua relação dívida líquida/Ebitda. No entanto, a agência de classificação de riscos S&P Global rebaixou recentemente a nota de crédito da CSN para ‘B+’, citando **riscos na execução do plano de redução de alavancagem** e projetando uma alavancagem ajustada acima de 5,0 vezes em 2026 sem a venda de ativos.
Perspectiva Negativa da S&P Sinaliza Atenção aos Prazos e Execução
A S&P Global expressou preocupação com a **tempestividade das transações de desinvestimento** e o potencial impacto na melhora da alavancagem da CSN. A agência mantém uma perspectiva negativa, indicando um risco de novo rebaixamento nos próximos 12 meses caso a alavancagem permaneça elevada e a liquidez seja pressionada por dívidas de curto prazo e altos investimentos (capex).

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