Dólar fecha em alta a R$ 5,24, impulsionado por dados dos EUA e incertezas do Fed, enquanto Brasil digere notícias econômicas internas.
O dólar americano encerrou a sessão desta quarta-feira (18) em alta frente ao real, fechando cotado a R$ 5,2406, com um avanço de 0,20%. A moeda oscilou ao longo do dia, refletindo uma combinação de fatores externos e eventos domésticos que mantiveram os investidores em alerta.
Inicialmente, o mercado buscou uma correção da alta registrada na sexta-feira anterior, quando a cautela pré-Carnaval levou a um posicionamento mais defensivo. Contudo, a tendência se reverteu com a divulgação de dados econômicos americanos, que, apesar de indicarem uma queda nas encomendas de bens duráveis em dezembro, vieram menos acentuadas do que o esperado, alimentando expectativas sobre a política monetária dos EUA.
A atenção global também se voltou para a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. O documento revelou que houve um consenso quase unânime para manter as taxas de juros na faixa de 3,50% a 3,75% em janeiro. No entanto, as visões sobre os próximos passos da política monetária mostraram-se divididas entre os membros do comitê.
Fed em Dúvida: Inflação em Foco e Juros em Suspenso
A ata do Federal Reserve indicou que vários membros do comitê expressaram preocupação com a inflação persistente, mencionando a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros caso os índices de preços continuem elevados. Por outro lado, outros membros divergiram, ponderando sobre a oportunidade e o momento adequados para eventuais cortes futuros nas taxas.
Essa divisão dentro do Fed gera incertezas sobre o futuro da política monetária americana, um fator crucial para o desempenho do dólar globalmente. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis moedas fortes, refletiu essa apreensão, apresentando alta de 0,62% no período.
Notícias Internas Agitam o Mercado Brasileiro
No cenário doméstico, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição financeira controlada por Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, adicionou um elemento de instabilidade. O banco foi intervenido por comprometimento de sua situação econômico-financeira e descumprimento de normas regulatórias.
Adicionalmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente a lei que propunha reajuste salarial para servidores da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). O Congresso Nacional agora terá a responsabilidade de decidir sobre a manutenção ou a derrubada desses vetos, um processo que pode gerar repercussões políticas e fiscais.
Mercado de Juros Reage com Quedas
Em contrapartida aos movimentos do câmbio, o mercado de juros futuros (DIs) operou em queda desde o início da sessão, mantendo essa trajetória ao longo do dia. Apesar da pressão negativa sobre o Ibovespa e da valorização do dólar ante o real, a curva de juros exibiu perdas, refletindo a leitura dos investidores sobre o cenário fiscal e monetário do país.
A combinação de sinais vindos dos Estados Unidos, com a ata do Fed e os dados econômicos, e os eventos internos no Brasil criam um ambiente de maior cautela para os investidores. A trajetória do dólar e as decisões futuras do Banco Central americano continuarão sendo pontos de atenção nos próximos dias.

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