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Dólar dispara para R$ 5,31 com tensões no Irã, petróleo sobe e juros nos EUA podem ficar mais altos por mais tempo

Dólar salta e fecha a R$ 5,31 com escalada das tensões no Irã

O dólar americano registrou uma forte alta ante o real nesta sexta-feira (20), impulsionado pela crescente tensão no Oriente Médio. Rumores sobre uma possível ofensiva terrestre dos Estados Unidos no Irã aumentaram a aversão ao risco entre os investidores globais, levando-os a buscar o dólar como porto seguro.

A moeda norte-americana encerrou o pregão a R$ 5,3092, acumulando uma valorização de 1,79%. Esse movimento espelhou o desempenho do dólar no cenário internacional, onde o índice DXY, que mede sua força contra uma cesta de moedas fortes, também operava em alta.

Apesar da alta diária, o dólar fechou a semana com leve desvalorização de 0,13% frente ao real. As informações são do jornalista, conforme apurado pelo portal UOL.

Mercado em alerta com conflito no Oriente Médio

O mercado de câmbio acompanhou de perto o agravamento da situação geopolítica, com foco especial no conflito entre Estados Unidos e Irã. Relatos indicaram ataques de Israel a Teerã, com atenção à ordem de Washington para evitar alvos em instalações de petróleo e gás. Em paralelo, drones iranianos teriam atingido uma refinaria no Kuwait, e explosões foram registradas em Dubai.

A Rússia expressou preocupação com a expansão da área atingida pelas ofensivas e alertou para o risco de uma escalada maior na guerra. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país está “no processo de resolver a situação no Irã”, mas não mencionou um cessar-fogo, indicando uma postura firme.

Petróleo em alta e juros nos EUA sob pressão

A incerteza gerada pelo conflito elevou o preço do petróleo. Especialistas apontam que a possibilidade de um conflito mais prolongado e uma possível incursão terrestre dos EUA no Irã aumentam o risco de um choque nos preços de energia. O petróleo Brent, referência internacional, fechou em alta, superando os US$ 112 por barril.

Esse cenário de alta nos preços do petróleo reacendeu o temor de um novo choque inflacionário. Nos Estados Unidos, o mercado já revisou as expectativas sobre a trajetória dos juros. As apostas em um corte pelo Federal Reserve (Fed) até dezembro deste ano foram praticamente zeradas. A ferramenta FedWatch, do CME Group, sugere que a retomada do ciclo de afrouxamento monetário pode ocorrer apenas em setembro de 2027.

Perspectivas para os juros no Brasil

Para a próxima reunião do Fed em abril, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é alta, segundo o CME Group. Há também uma pequena chance de elevação de 0,25 ponto percentual. No Brasil, o mercado segue apostando em um corte de 0,25 ponto percentual na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na última quarta-feira (18), o Copom iniciou o ciclo de cortes na taxa Selic, reduzindo-a de 15% para 14,75% ao ano.

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