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Dólar surpreende e cai no Brasil, ignorando exterior impulsionado por petróleo e dados econômicos fortes

Dólar opera em queda no Brasil, desafiando tendência externa com apoio de petróleo e IBC-Br robusto

O dólar americano fechou o dia em leve baixa frente ao real, registrando uma queda de 0,04% e encerrando cotado a R$ 5,2282. Este movimento se destaca por ir na contramão do que ocorreu no mercado internacional, onde o índice DXY, que mede a força da moeda dos Estados Unidos contra uma cesta de divisas de países desenvolvidos, apresentava alta.

Analistas apontam que o desempenho positivo do real foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, o que reforça uma perspectiva de balança comercial mais favorável para o Brasil. Adicionalmente, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) superou as expectativas, fortalecendo a visão de que as taxas de juros no país permanecerão elevadas por mais tempo.

Essa manutenção de juros altos no Brasil é crucial, pois preserva o diferencial de taxas em relação a outros países, tornando o real mais atrativo para estratégias de investimento conhecidas como carry trade. A entrada de investidores estrangeiros em ativos brasileiros também contribuiu para o cenário, especialmente em um pregão com maior volume no mercado futuro de câmbio, conforme aponta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Petróleo em alta impulsiona commodities e favorece o real

Os preços do petróleo registraram um avanço significativo nesta quinta-feira. O barril do tipo Brent, por exemplo, subiu 2,10%, alcançando US$ 71,83. Essa alta ocorreu em um contexto de negociações tensas entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano, ao mesmo tempo em que ambos os países intensificaram atividades militares em regiões produtoras da commodity.

A valorização do petróleo, uma das principais commodities exportadas pelo Brasil, tem um impacto direto na balança comercial do país. Um preço mais alto do petróleo tende a melhorar os termos de troca, ou seja, o valor das exportações brasileiras em relação às importações, o que fortalece a moeda nacional.

IBC-Br surpreende e indica resiliência da economia brasileira

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), um importante termômetro da atividade econômica brasileira e considerado uma prévia do PIB, apresentou um resultado melhor do que o esperado para dezembro. O indicador registrou uma queda de 0,2%, um desempenho superior à mediana das projeções da Reuters, que indicava um recuo de 0,5%.

No acumulado de 2025, o IBC-Br encerrou o ano com um crescimento de 2,5%. Rodolfo Margato, economista da XP, avaliou a leitura do quarto trimestre como levemente positiva, apesar da queda mensal em dezembro. A XP estima que o PIB brasileiro tenha crescido 0,1% no trimestre, fechando o ano com uma alta de 2,3%.

Juros altos e carry trade explicam atratividade do real

O diferencial de juros entre o Brasil e outros países desenvolvidos continua sendo um fator chave para a atratividade do real. Com a taxa Selic em patamares elevados, investidores buscam aplicar em títulos brasileiros para obter retornos maiores, estratégia conhecida como carry trade. A expectativa de que o Banco Central mantenha os juros altos por mais tempo, em função de uma atividade econômica resiliente, como sugerido pelo IBC-Br, reforça essa tendência.

A combinação de um cenário externo volátil, com o dólar se fortalecendo globalmente, e fatores internos positivos, como o avanço das commodities e a resiliência econômica, cria um ambiente onde o real se destaca. A entrada de capital estrangeiro, atraído por esses diferenciais, também contribui para a valorização da moeda brasileira frente ao dólar americano.

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