Fed adia corte de juros e aumenta cautela global; Ibovespa reage a dados brasileiros e crise financeira
A possibilidade de uma redução na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em março tornou-se significativamente menor. A ata da reunião de janeiro da autoridade monetária dos Estados Unidos sinalizou que a inflação continua sendo a principal preocupação, exigindo cautela antes de qualquer alteração nas taxas.
Embora o documento não tenha indicado que a maioria dos dirigentes estivesse considerando novos aumentos, ele aponta para um distanciamento do consenso em relação a um corte. Segundo dados do CME FedWatch, as apostas em um corte de 0,25 ponto percentual para o próximo mês caíram de 6,4% para 5,9%, conforme divulgado pelo mercado financeiro.
Essa postura do Fed pode gerar atritos com o presidente Donald Trump, que tem defendido publicamente taxas de juros mais baixas. Para agravar o cenário, quatro dirigentes do Fed terão discursos agendados para esta quinta-feira (19), mantendo o mercado em estado de alerta. As informações foram divulgadas pelo mercado financeiro.
Mercado Brasileiro Sob Pressão: IBC-Br e Crise do Master em Destaque
No Brasil, a atenção se volta para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a dezembro. As expectativas apontam para uma queda de 0,40% no mês, o que reforçaria a percepção de desaceleração da economia e as apostas em um corte de juros em março. O mercado brasileiro acompanha atentamente esses indicadores.
No âmbito corporativo, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2023 está prestes a ser retomada. Enquanto isso, os investidores seguem o desenrolar da crise envolvendo o banco Master. Recentemente, o Banco Pleno, associado a um antigo sócio do Master, foi liquidado. Segundo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o Pleno possuía cerca de 160 mil credores elegíveis, totalizando R$ 4,9 bilhões em garantias.
Desempenho Recente e Cenário Internacional
No pregão anterior, o Ibovespa (IBOV) encerrou em queda de 0,24%, aos 186,0 mil pontos. Por outro lado, o iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, apresentava alta de 0,74% no pré-market. O mercado internacional mostrava um cenário misto, com bolsas asiáticas em alta, enquanto os principais índices europeus e futuros de Wall Street recuavam.
Os preços do petróleo registravam alta superior a 1%, impulsionados pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin (BTC) caía 1,7%, negociado em torno de US$ 67 mil, e o Ethereum (ETH) recuava 2,4%, cotado a US$ 1,9 mil. Essas flutuações refletem a aversão ao risco global.
Agenda Econômica do Dia
A agenda econômica desta quinta-feira (19) inclui a divulgação da prévia do IPC-S e IGP-M no Brasil, além do IBC-Br. Nos Estados Unidos, serão divulgados dados sobre a balança comercial, pedidos semanais de seguro-desemprego e vendas pendentes de imóveis. A Zona do Euro apresentará a confiança do consumidor, e o Japão divulgará o PMI Composto. O presidente Lula participa da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Delhi.

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