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Federação de Esqui Desmente Teoria de “Alongamento Peniano” para Ganho de Performance em Saltos Olímpicos

Federação Internacional de Esqui Rejeita Boatos de Manipulação Corporal para Vantagem em Saltos Olímpicos

A Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) se pronunciou oficialmente nesta sexta-feira, negando veementemente a teoria de que saltadores de esqui estariam recorrendo a métodos para alterar suas medidas corporais, visando obter trajes mais folgados e, consequentemente, uma vantagem competitiva nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.

A controvérsia ganhou força nas últimas semanas e explodiu na mídia internacional pouco antes da estreia da modalidade de salto de esqui nas Olimpíadas. A entidade se viu forçada a emitir uma declaração firme para dissipar o que considera um boato infundado.

O debate teve início após uma reportagem do jornal alemão Bild sugerir discussões internas no circuito de salto de esqui sobre a possibilidade de alterar temporariamente o volume da região da virilha antes das medições oficiais. Esses testes, realizados no início de cada temporada com scanners corporais tridimensionais, determinam as dimensões exatas dos trajes dos atletas por meses.

A Polêmica das Injeções e a Busca por Aerodinâmica

A polêmica ganhou contornos ainda mais inusitados com relatos de que alguns atletas teriam considerado a aplicação de injeções de ácido hialurônico em seus órgãos genitais para manipular os resultados dos escaneamentos corporais tridimensionais. A FIS, no entanto, insiste que não há qualquer prova que sustente essa teoria.

“Nunca houve qualquer indicação, muito menos prova, de que algum competidor tenha utilizado injeções de ácido hialurônico para tentar obter vantagem competitiva”, afirmou o porta-voz da federação, Bruno Sassi, à Associated Press. Ele reforçou que o boato é infundado e surgiu há poucas semanas, baseado em especulações.

A importância das medidas dos trajes no salto de esqui é crucial devido à natureza aerodinâmica do esporte. Os regulamentos da FIS estipulam que o traje deve se ajustar ao corpo do atleta dentro de uma tolerância limitada, geralmente entre dois e quatro centímetros. Uma área de superfície maior, dentro dessas margens, pode aumentar a sustentação durante o voo, permitindo que os atletas alcancem distâncias maiores.

Estudos Comprovam Impacto do Ajuste do Traje no Desempenho

Um estudo publicado em outubro na revista científica Frontiers destacou a extrema sensibilidade do desempenho às variações no ajuste do traje. A pesquisa sugere que uma pequena alteração no ajuste pode se traduzir em vários metros extras de voo. Essa hipótese é reforçada por outras pesquisas e por especialistas em biomecânica, que indicam que cada centímetro adicional de tecido poderia aumentar significativamente a distância do salto.

Essa busca por otimização aerodinâmica explica, em parte, o surgimento de teorias sobre manipulação do volume corporal no momento da digitalização. A FIS, contudo, argumenta que o sistema de controle atual minimiza drasticamente a possibilidade de manipulação.

Endurecimento das Regras Após Escândalo Anterior

A federação já havia endurecido as regras após um escândalo descoberto no Campeonato Mundial de 2025, quando membros da equipe norueguesa foram flagrados alterando as costuras na região da virilha de seus trajes para aumentar a flutuabilidade. Esse esquema resultou em sanções severas, incluindo suspensões para os saltadores Marius Lindvik e Johann André Forfang, além de punições mais longas para membros da comissão técnica.

Em resposta a esse incidente, a FIS implementou controles mais rigorosos, incluindo verificações antes e depois de cada salto, microchips embutidos nos trajes e aprimoramentos nos sistemas de medição tridimensional. A organização acredita que essas medidas tornam qualquer tentativa de manipulação extremamente difícil e inviável.

Embora o ácido hialurônico não seja uma substância proibida pelas regras antidoping, especialistas médicos alertam para os riscos associados à sua injeção para fins estéticos ou de manipulação corporal, mesmo que não haja comprovação de seu uso para tais fins no salto de esqui.

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